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O fato de seus livros serem sempre best-sellers absolutos é
a conseqüência incontestável da popularidade de
Luís Fernando Verissimo. O gaúcho está entre
os escritores mais queridos do País porque sabe retratar
como ninguém a classe média brasileira, que ama futebol,
tenta entender de política, se perde em relacionamentos amorosos
e pensa muito em sexo.
É exatamente em volta de lençóis e transas
que a nova coletânea do escritor se enrola. Sexo na Cabeça
(Objetiva, 144 págs., R$ 17,90) vem se juntar às edições
de crônicas revistas pelo autor que têm sido lançadas,
como As Mentiras Que os Homens Contam e Mesa Voadora.
Os
45 textos do novo volume comentam com malícia e humor inteligente
os fetiches, taras, tabus, traições e tudo mais que
rola entre quatro paredes e, às vezes, fora delas. Os temas
vão dos mais pudicos os beijos de cinema e os ridículos
apelidos dos apaixonados até os mais cabeludos
como trissexualismo (!) e sexo com legumes e aspirador de pó.
A
antropologia e sociologia do sexo parecem ser as abordagens preferidas
de Verissimo. Em Primatas e Eva, ele defende
a tese de que homens descendem do macaco, mas as mulheres, Deus
criou. Em Playboy, comenta sua primeira vez
folheando a revista e como a publicação influenciou
a sociedade. Já em Grunhido Eletrônico,
o alvo é o sexo virtual. Risos orgásticos
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