|
Se o cinema é sonho mais indústria, a Companhia Cinematográfica
Vera Cruz foi as duas coisas. E, no Brasil que deixa sua memória
em celulóide embolorar, a iniciativa do professor e produtor
Sergio Martinelli, coordenador do projeto de recuperação
do acervo da companhia, resgata a epopéia de Franco Zampari
e Francisco Matarazzo Sobrinho numa pequena exposição
de fotografias e cartazes de filmes na Casa das Rosas.
Matarazzo e Zampari ergueram os estúdios da Vera Cruz em
1949 eles também são fundadores do Teatro Brasileiro
de Comédia e do Museu de Arte Moderna. Ajudados por uma lei
que isentava de taxa de importação equipamentos cinematográficos,
investiram no ambicioso projeto de criação de uma
indústria do cinema no Brasil. Trouxeram técnicos
europeus e aproveitaram o elenco estelar do TBC para fazer filmes
que repercutiram no mundo todo.
Em 4 anos de existência, a Vera Cruz produziu 18 longas, dentre
os quais Caiçara, O Cangaceiro e Tico-Tico
no Fubá. Assim, como explica Martinelli, a Vera
Cruz não foi somente importante por criar uma escola de técnicos
no campo audiovisual, mas também por ter criado subgêneros
cinematográficos, como o filme de cangaço. A
mostra se complementa com a exibição de todos os filmes
da companhia, dando ao público a oportunidade de ver atores
como Cacilda Becker, Paulo Autran, Jardel Filho e Tonia Carrero
iniciando no cinema. Salve o cinema
Casa
das Rosas
Av. Paulista, 37, São Paulo, tel. (11) 3251-5271
Até 23/06
|