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| Sérgio
Machado: Jorge Amado como padrinho e Walter Salles como
parceiro |
Apaixonado
pela ficção, Sérgio Machado escolheu estrear
em longas-metragens com um documentário. Na verdade, o diretor
foi meio escolhido pela trajetória de Mário Peixoto,
que realizou a grande obra-prima do cinema nacional, Limite.
O filme nunca foi exibido comercialmente, e Peixoto não conseguiu
concluir nenhuma outra produção. A história
comovente está em Onde a Terra Acaba, em cartaz nos
cinemas.
Sérgio
Machado, 33 anos, era fã de Peixoto desde os tempos em que
estudava em Salvador. Foi lá que fez o média-metragem
Troca de Cabeça. Um dia, foi convidado por Jorge Amado
para jantar. Ele disse que queria me ajudar, diz Sérgio,
que nunca mais procurou o escritor. Após oito meses, recebeu
uma carta do diretor Walter Salles. O encontro aconteceu quase um
ano depois, e Sérgio caiu de cara nos testes de elenco de
Central do Brasil. Nessa mesma época, topou com o
arquivo sobre Mário Peixoto que existe na produtora Videofilmes.
Viu que havia material para um documentário, que intercalou
com as filmagens de O Primeiro Dia e Abril Despedaçado,
na seqüência de sua parceria com Walter Salles. Aprendi
tudo com ele, diz Sérgio. Ele me fazia dizer
as lentes que estavam sendo usadas, até o dia em que conhecia
todas. Era como um professor, conta.
Em
breve, Sérgio Machado poderá realizar o sonho do primeiro
longa-metragem de ficção. Finaliza o roteiro de Noites
de Temporal. É até engraçado, porque
voltei ao Jorge Amado para criar os personagens, conta. Espera
a ajuda de Walter Salles para concluir o texto. A parceria
não vai se desfazer, diz.
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