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1985, Glória Perez tinha encerrado havia poucos meses
a novela Partido Alto, escrita em parceria com Aguinaldo
Silva para o horário das oito. Hoje, 17 anos depois,
a autora, 52 anos, superou tragédias pessoais e vive
o melhor momento de sua carreira com o sucesso de O Clone,
que se encerra no sexta-feira 14 |
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Glória
Perez

Pelas
mãos de Janete Clair, Glória Perez, 52 anos, chegou
à Globo. Em 1983, a rainha da teledramaturgia, com a saúde
debilitada, procurava um parceiro para ajudá-la a escrever
Eu Prometo. Depois de ler um episódio inédito
criado por Glória para o seriado Malu Mulher, Janete
decidiu que aquela seria sua colega nos derradeiros meses de vida.
Ela sabia que ia morrer. Por isso, me ensinou tudo para que
eu pudesse levar a novela até o fim, relembra a autora
de O Clone, o maior sucesso da Globo nos últimos tempos.
A foto acima é de 1985. Pouco antes, Glória havia
encerrado a novela Partido Alto, uma parceria frustrada com
Aguinaldo Silva, redigida nas ultrapassadas máquinas de escrever.
Não tínhamos intimidade. A Globo juntou duas
pessoas que nem se conheciam. Uma maluquice, conta. Em 1987,
a autora adaptou o mito de Carmen para a Manchete. Voltou
para a Globo, em 1990, com a minissérie Desejo e a
novela Barriga de Aluguel. Glória atravessou a última
década com o peso de uma tragédia na vida real.
Enfrentou o assassinato de sua filha, Daniella Perez, durante a
novela De Corpo e Alma, escrita por ela. O assassino, Guilherme
de Pádua, contracenava com a atriz na trama. Depois, Glória
escreveu folhetins mais polêmicos do que cativantes e deu
a volta por cima com Hilda Furacão.
O
Clone, um enredo que mistura islamismo, clonagem e drogas, termina
na sexta-feira 14 consagrado. Novela pode ser muito chata
quando se conta uma história já conhecida. Procuro
novidade, diz. O capítulo final da história
foi entregue pela autora na terça-feira 28. Ela só
volta à tevê em 2003 com uma minissérie dirigida
por Jayme Monjardim.
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