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| Eduardo
Minc conversou com Viviane Araújo, mulher de Belo:
a defesa do cantor |
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Carlos
Braga entrevistou o secretário de Segurança,
Roberto Aguiar: mudanças na polícia do Rio
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A
música do crime
Com
a experiência de quem negociou por celular com um traficante
preso em Bangu I para poder entrar e filmar na favela de Cidade
de Deus, o diretor Fernando Meirelles toma emprestado um pensamento
do delegado e deputado Hélio Luz sobre a força da
criminalidade no Rio: Vamos sentir saudades de 2002,
diz. No momento em que a cidade enfrenta nova temporada de conflitos
urbanos, com tiroteios que fecham túneis e guerras de quadrilhas
que se estendem pela noite adentro, a frase parece fora de propósito,
mas o raciocínio que ela embute merece profunda reflexão
e ação imediata. Meirelles explica que o mercado de
cocaína está perdendo espaço para as drogas
sintéticas. Quando este exército todo não
tiver mais sua fonte de renda, terá de dar algum uso para
seu arsenal, explicou ele na entrevista a Paula Alzugaray.
O que você faria no lugar deles?
Como
conta o repórter Carlos Braga, a operação do
secretário de Segurança, Roberto Aguiar, que trocou
vários comandos de batalhões da PM e em 40 dias no
cargo conseguiu a prisão de 34 chefes do tráfico,
é um bom começo. Foi no rastro desta investigação
que se descobriu a ligação do cantor Belo com o traficante
Vado, líder do crime no Jacarezinho. A queda do maior cantor
de pagode do Brasil, no auge do sucesso, é, como atesta a
entrevista de Viviane Araújo, mulher de Belo, ao repórter
Eduardo Minc, um troféu para a polícia carioca. Mas,
quando o espetáculo se encerrar, a pergunta de Meirelles
ainda estará lá: O que você faria no lugar
deles?. Para se reduzir a criminalidade exige-se muito mais
que grampos telefônicos. É preciso crescimento econômico,
para diminuir o número de desocupados, e uma reforma no Judiciário,
que encurte recursos e abrevie julgamentos, acabando assim com a
recorrente sensação de impunidade.
Luciano
Suassuna
Diretor de Redação
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