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| Patrícia
Aggio Longo foi assassinada pelo marido quando estava grávida
de sete meses: a família da vítima o defende |
O
promotor matou a mulher dele e o Genivaldo vai segurar essa bronca.
Você sabe que o Genivaldo vai pegar uma condenação
de trinta anos. Então para ele, uma a mais, uma a menos,
não vai fazer diferença. A frase foi dita por
Eger Ferreira da Silva, irmão do promotor Igor Ferreira da
Silva, a Ana Lúcia Pereira Leite, mulher do preso João
Genivaldo Ramos. Chocada com a armação para que seu
marido, preso em uma delegacia em Guarulhos sob acusação
de latrocínio e estupro, assumisse a culpa pelo assassinato
de Patrícia Aggio Longo, ela decidiu denunciar. E reproduziu
tudo às autoridades que investigavam o assassinato de Patrícia,
morta com dois tiros na cabeça. Estava grávida de
sete meses.
Marido
de Patrícia,o promotor Igor foi condenado a 16 anos e quatro
meses pela morte dela e da criança. O motivo do crime até
hoje é um mistério e Igor está foragido há
um ano. Um teste de DNA mostrou que o bebê que Patrícia
esperava não era do promotor. Mesmo com as evidências,
os pais, irmãos e familiares de Patrícia apoiaram
o réu no processo e insistem em sua inocência. Nós
da família não acreditamos que Igor matou minha filha,
diz a mãe de Patrícia, Maria Cecília Aggio
Longo. Convivemos três anos com o Igor e não
podemos falar nada contra ele. Trata-se de uma pessoa boa, honesta
e um ótimo marido. Fizemos quatro testes de DNA, onde Igor
aparece como pai, mas ninguém quer aceitar.
Sob
o pretexto de cortar caminho, o promotor ingressou com sua caminhonete
numa estrada de terra próxima à rodovia Fernão
Dias. Lá disse ter sido rendido por um assaltante. Sua mulher
teria sido seqüestrada e morta por razões ignoradas.
Mas um vigia do condomínio colocou em xeque a versão
do promotor. O fato de a família defendê-lo me
faz acreditar que ele seja inocente, diz Márcio Thomaz
Bastos, advogado de defesa do promotor.
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