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| Maitê
Proença com a mãe, morta pelo marido, em 1970: adolescente,
atriz foi testemunha de defesa do pai, que foi absolvido e se
suicidou em 1989 |
Ele
suspeitava que a mulher o traía e iniciou uma investigação
particular. Pai de duas crianças, uma delas Maitê Proença
Gallo, hoje atriz da Globo, o procurador de Justiça Augusto
Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo achou que o professor francês
Ives Gentilhomme, que dava aulas para sua esposa, Margot Proença
Gallo, era seu amante.
Tanto
a empregada quanto Maitê foram inquiridas pelo procurador.
Com 12 anos, Maitê declarou a um juiz de Campinas (SP), onde
residiam, ter visto o professor na cama da sua mãe,
vestido de pijama, relata a autora. Uma ex-empregada da família,
segundo o livro, falou de um relacionamento de Margot, que era professora,
com um ex-aluno, pois eles ficavam trancados no escritório,
quando o marido se ausentava da casa. Com as evidências,
Augusto marcou um encontro decisivo com a esposa.
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| O
pai de Maitê, Augusto Carlos Eduardo Monteiro Gallo |
Na
discussão em casa, Margot recebeu 11 facadas do marido e
morreu aos 37 anos, em 1970. Procurada, Maitê Proença
disse a Gente: O que tinha a falar fiz em depoimentos
privados na Justiça e em plenário e diante de uma
cidade inteira. Que alguém queira escrever um livro e ganhar
dinheiro com a tragédia dos outros, tudo bem. Mas não
gostaria de contribuir.
O
procurador não chegou a ser preso e foi absolvido em dois
julgamentos. Maitê Proença foi testemunha de defesa
e contou que viu o professor (francês) dormindo
no sofá-cama utilizado pela mãe, na manhã seguinte
à realização de uma festa em sua casa.
O pai dela casou-se novamente, mas, em 1989, suicidou-se.
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