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03/06/2002

   
 
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Caso Doca Street

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Caso Doca Street

 
Globo
Ângela, nos anos 70: “Ela vivia comparando Doca com outros namorados”, conta o advogado Evandro Lins e Silva

“Quem ama não mata.” O slogan marca a luta das mulheres contra a violência infligida a elas pelos seus parceiros e surgiu em 1981, no dia em que o paulista Raul Fernandes do Amaral Street, conhecido por Doca Street, foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato da namorada Ângela Diniz, conhecida como “Pantera de Minas”. Doca havia sido julgado dois anos antes e condenado a dois anos com sursis (suspensão condicional da pena) e, graças a movimentos feministas que com tal slogan pediram novo julgamento, e ao promotor de Justiça que recorreu da decisão, o assassino foi parar atrás das grades.

Doca namorou Ângela por quatro meses e a matou com três tiros no rosto e um na nuca. Poucos meses antes, havia se separado da mulher, Adelita Scarpa, e perdeu a mordomia por ser casado com uma mulher rica, para viver um romance com Ângela. Procurada por Gente, Adelita pediu para ler o capítulo do livro sobre o caso, mas não se pronunciou. Informou, por meio de sua empregada, que passou mal ao ler o texto e precisou ser medicada.

Uma crise de ciúme de Doca Street iniciou a discussão que precedeu o assassinato de Ângela, em 1976, na casa de veraneio dela, em Búzios (RJ). “Ela vivia comparando Doca com outros namorados”, conta Evandro Lins e Silva, advogado de Doca, na época. “E olha que Doca era um torrão de açúcar, todas o queriam.” Doca e Evandro usaram a alemã Gabrielle Dayer, que exercia atividade artesanal no litoral carioca, como pivô da história. “Ângela convidou a moça para uma relação com ela e Doca. E ele não suportou a idéia”, diz Evandro.

Prensa Três
Doca, nos anos 70

Ângela tivera uma vida marcada por incidentes. Como conta o livro, em 1973 foi acusada de ter assassinado o vigia de sua residência, em Minas Gerais. Mas seu companheiro na época assumiu a culpa, alegando legítima defesa. Já no Rio, foi acusada de seqüestro por subtrair os três filhos da casa dos avós do ex-marido, que detinha a guarda deles. E em 1975, foi presa, acusada de esconder caixas de psicotrópicos e 100g de maconha.

Doca cumpriu a pena e, hoje, trabalha em agência de automóveis em São Paulo. Nos dois anos em que aguardou o segundo julgamento e em que ganhou a antipatia do público, ele foi um cidadão com emprego, salário e ajudava a mãe.

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EDIÇÃO 148
 
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