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Há dois meses aparecendo no horário nobre, a personagem
Regininha, de O Clone, já está trazendo louros
à sua intérprete, Viviane Victorette.
Graças ao bom desempenho como a amiga viciada que carrega
Mel e Nando para as baladas e drogas, Viviane acaba de ser escolhida
como a melhor atriz revelação de 2002 pelo júri
do Festival de Cinema e Televisão de Natal, Rio Grande do
Norte. O prêmio será entregue durante o evento, em
outubro próximo.
O reconhecimento também tem vindo do público. Às
vezes, me esqueço e me assusto quando começam a gritar
na rua: Regininha, me dá um teco, conta
a atriz, que nunca experimentou drogas e se considera natureba:
não come
carne, adora malhar e praticar boxe.
Tão distante de cocaína e maconha, a jovem conversou
com uma psicanalista e com um amigo que passa por tratamento, para
se inteirar sobre o tema. Também li bastante e assisti
a filmes como Christiane F., Traffic e Kids,
conta.
Cearense de Fortaleza, a atriz de 23 anos conquistou o papel secundário
na novela depois de vencer 28 candidatas em um concurso do Caldeirão
do Huck, no ano passado. Regininha, porém, tem ganhado
cada vez mais espaço na trama e vem sendo elogiada pelo diretor,
Jayme Monjardim, e pela autora, Glória Perez.
Batalhadora, Viviane chegou ao Rio, sozinha, há cinco anos,
para estudar e tentar a carreira artística. Graduou-se em
artes cênicas, está tendo aulas de flauta e vai começar
a faculdade de cinema. Estou sempre correndo atrás,
fazendo testes e pequenas participações. A sétima
arte agora é seu vício: Estou louca
para fazer cinema, diz.
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