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Mara Manzan, a Odete de O Clone, não consegue lembrar
como surgiu o célebre bordão cada mergulho é
um flash. Achei que eu tinha inventado, mas depois pensei:
não sou tão genial, deve ter sido a Glória
Perez. No fundo, acho que foi Deus, diverte-se a atriz.
Graças à frase e aos absurdos que a personagem suburbana
é capaz para levar a filha Karla (Juliana Paes) à
fama, Mara, 49 anos, alcançou um sucesso inédito em
seus 30 anos de carreira. Em Copacabana, bairro do Rio onde mora,
a paulista não anda um quarteirão sem escutar o bordão
da novela. Acho que há uma Odete a cada esquina, ela
é a cara do Brasil dos pagodeiros e jogadores de futebol,
analisa. E a freqüentadora número um do Piscinão
de Ramos virou até musa do homossexuais. Mara vem recebendo
infindáveis convites para visitar boates gays.
Cheguei à conclusão que tevê é
uma loteria. Achei que o fato de eu fazer pirofagia (engolir fogo)
é que chamaria atenção, comenta Mara,
que aprendeu várias técnicas circenses na década
de 70, ao fazer curso de palhaço para uma peça infantil.
Com uma carreira iniciada e estabelecida no teatro, Mara se fixou
na tevê nos anos 90, sempre com personagens populares, como
a empregada Sexta-Feira, de Salsa e Merengue. Virei
atriz por acaso. Foi aos 17 anos, quando entrou no teatro
Oficina para assistir a uma peça e não saiu mais.
Virou faz-tudo nos bastidores, até que, um dia, substituiu
uma atriz. Foi o pontapé para a profissão e um período
de anarquia. Animei carnaval em Juazeiro do Norte, invadi
a corrida de São Silvestre cuspindo fogo... Esses mergulhos
de Mara sempre atraíram os flashes, mas nunca da maneira
como tem conseguido em O Clone.
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