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Você se lembra da Mariette, ex-assistente de palco do Gugu?
E sabe onde foi parar Walter Mercado, o ligue djá?
Assistir ao musical-filme Modernidade, que estreou em São
Paulo na última semana, pode ser uma experiência, no
mínimo, surreal, com direito a aparições dessas
e de outras figuras como Narcisa Tamborindeguy, Suzana Alves e Gerald
Thomas.
Essas celebridades toparam participar de um média-metragem
que critica a eles próprios e interage com a parte musical
do espetáculo. Concebido pelo diretor Rodrigo Pitta, o roteiro
é uma crítica ao mundo artístico e à
busca pela fama.
A
carapuça serve também ao dono do palco, o performer
Lulo, que participou da atual edição de Casa dos
Artistas e virou famoso da noite para o dia. Em Modernidade,
ele é Eu Pessoa, um anônimo seqüestrado (ou abduzido,
como preferem na peça) que tem um chip introduzido em seu
cérebro para que acredite ser Ed Sinatra, um popstar. Lulo
prova ter talento de showman e segura bem o papel de protagonista.
A
produção é caprichada, mas Pitta ainda precisa
amadurecer como roteirista e diretor. Sua história é
confusa e, por vezes, não sustenta a própria crítica.
O tom histérico também pode afugentar espectadores.
Mas o jovem criador de Cazas de Cazuza é bem-intencionado,
tem uma boa bagagem de conhecimento teatral e cultural e está
numa tentativa louvável de criar um estilo próprio
de musical. Tem tudo para chegar lá. Qualquer semelhança
com os fatos reais não é mera coincidência
Via
Funchal
R. Funchal, 65, Vila Olímpia,
tel. (11) 3846-2300
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