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1962, Yasser Arafat já comandava a Fatah, movimento nacionalista
palestino, fundada no Kuwait. Hoje, quatro décadas depois,
aos 72 anos, o presidente da Autoridade Nacional Palestina é
uma das principais lideranças internacionais. Na quinta-feira
2, comemorou sua libertação depois de passar 34
dias preso em seu QG por tropas israelenses |
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Yasser
Arafat
Yasser
Arafat nasceu em 1929. Há dúvidas quanto ao local.
Nos documentos, está registrado que foi no Cairo. O líder
das Organizações Palestinas diz ter nascido em Jerusalém.
A importância de seu papel, no entanto, é clara. Seja
nos campos de batalha ou nos debates pela paz, Arafat é,
há mais de 40 anos, o líder pela criação
de seu Estado independente. Em 28 de maio de 1964, formou a Organização
para a Libertação Palestina. É de pouco antes,
de 1962, a foto ao lado. Arafat exibia a careca no escritório
da recém-fundada Fatah, movimento que abriu sua luta contra
Israel em 1964. Nos anos seguintes, ele se dividiu entre vários
países, sempre disposto a garantir território para
os palestinos. Nunca foi poupado por comandar ataques a bomba ou
se aliar à Jordânia ou ao Líbano. Em 1990, Arafat
apoiou o iraquiano Saddam Hussein na invasão ao Kuwait e
na Guerra do Golfo, fato muito explorado por seus opositores. O
líder ainda protagonizou na década de 90 uma cena
surpreendente para muitos: um aperto de mão com o primeiro-ministro
israelense Yitzhak Rabin, intermediado por Bill Clinton, em 1993,
resultou no Nobel da Paz, oferecido ainda ao chanceler israelense
Shimon Peres, em 1994, devido ao esforço coletivo pela paz
no Oriente Médio.
Na
quinta-feira 2, depois de passar 34 dias preso em Ramallah, na Cisjordânia,
vigiado por israelenses, Arafat foi libertado. Em um passeio, acenou
com o V de vitória para o povo e, apontando para as crianças,
disse: Um desses vai abanar a bandeira de um Estado Palestino.
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