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Em
janeiro do ano passado, durante uma consulta de rotina, ela ouviu
do ginecologista que se quisesse engravidar novamente teria de fazer
um tratamento de hormônios. Aos 40 anos na época, mãe
de Edmarzinho, hoje com 5, a atriz Myriam Rios tinha 35% de chances
de engravidar naquele ano de forma natural. Dois meses depois, após
um reencontro com o ex-namorado, o ator André Gonçalves,
estava grávida novamente. Foi um presente. Me sinto
abençoada e privilegiada porque sei que muitas mulheres na
minha idade recorrem a tratamentos para engravidar, diz Myriam,
mãe de Pedro Arthur, 5 meses.
É
verdade. Três anos atrás, a apresentadora de tevê
Sílvia Poppovic curtia férias em um resort cinco estrelas
no Havaí e começou a pensar na vida. Viu sucesso profissional,
realização financeira, companheirismo do marido e
amizades sinceras. Esse sentimento de mulher vencedora, porém,
não foi suficiente para Sílvia tirar da cabeça
o fato de que, aos 44 anos na época, ainda não era
mãe. Naquele momento decidi que queria trocar de problemas.
Deixar os do trabalho de lado e encarar os que viriam a partir de
uma gravidez, conta ela.
Uma
semana depois de voltar ao País, ela e o marido, o endocrinologista
Marcello Bronstein, 57 anos, procuraram uma clínica especializada
em reprodução humana. A apresentadora não revela
o método de tratamento, mas em seis meses surgiu grávida
de Ana, hoje com 2 anos. Por causa da idade, Sílvia tinha
5% de chances de engravidar naquele ano de forma natural. Realizada,
está feliz em comemorar, no domingo 12, seu terceiro dia
das mães.
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| Mãe
de Ana, 2 anos, Sílvia Poppovic, 47, engravidou após tratamento:
“Decidi deixar os problemas do trabalho de lado”, diz
ela |
Desvantagens
Segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos,
a partir dos 27 anos a probabilidade
de se engravidar de forma natural começa a cair. E a necessidade
de auxílio médico cresce conforme a idade avança.
De acordo com o órgão americano, a partir dos 42 anos
o processo de divisão celular apresenta imperfeições
que fazem com que 90% dos óvulos sejam anormais. Com
o passar do tempo a quantidade de óvulos diminui e aqueles
que ficam estocados sofrem com doenças e com a exposição
à radiação de fios de alta tensão, raio-x,
entre outros, diz
o especialista em reprodução humana Paulo Serafini,
da clínica Huntington.
Quando
um óvulo de má qualidade é fecundado, o bebê
corre riscos de nascer com imperfeições, além
de a gestante ter mais chances de sofrer de pressão alta
e eclampsia aumento da pressão arterial que pode provocar
convulsão e morte. O Departamento de Saúde da Califórnia
verificou que enquanto uma em cada 1.507 mães tem chance
de dar à luz uma criança com síndrome de Down
aos 21 anos de idade, uma em cada 112 convive com o mesmo drama,
aos 40.
E mais: aos 21 anos, a probabilidade de o feto apresentar problemas
neurológicos e malformação dos órgãos
é de uma
a cada 525 gestações. Aos 40, essa chance é
de uma a cada 62 vezes.
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