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29/04/2002

   
 
André Durão

Divulgação
Com o colega de elenco Roberto Bonfim, com quem namora há um mês
Divulgação
Nas gravações de O Clone com Sargentelli um dia antes de ele morrer
Arquivo Pessoal
Com Sargentelli, quando trabalhavam junto
Arquivo Pessoal

Nos tempos de sambista

 

Sucesso / Solange Couto
É brinquedo Sim
Destaque de O Clone, a atriz começou a carreira artística como mulata do Sargentelli e foi casada com Sidney Magal

Eduardo Minc

 

“Querida Solange: já pensou no seu velho Sargento indo visitar o bar da Dona Jura? Que presentão, hein? Um beijo. Seu paizão, Sargentelli”. Assim que recebeu esse bilhete, a atriz Solange Couto, 45 anos, a Jura de O Clone, ligou para Glória Perez. Imediatamente, recebeu o sinal verde da autora e convidou o homem que a lançou no cenário artístico, nos anos 70, para participar da novela. Infelizmente, porém, o reencontro do rei das mulatas com uma de suas maiores vedetes teve um final infeliz. Durante a gravação da cena em que Oswaldo Sargentelli visitava o bar da Jura, na sexta-feira 12 de abril, o sambista passou mal. No dia seguinte, morreu de parada cardíaca. Desolada, a atriz encontrou consolo nas palavras do filho do amigo. “Ele queria morrer rodeado de mulatas e tamborilando uma caixa de fósforos num botequim. Você deu esse presente a ele”, disse Oswaldo Sargentelli Filho.

Solange conheceu o apresentador aos 16 anos, quando assistiu a um espetáculo do sambista na extinta boate Sucata, no Rio. Fascinado com a beleza da mulata, Sargentelli a convidou para ensaiar na tarde seguinte. À noite, Solange estreou no palco, protagonizando 23 dos 26 quadros do show Saravá Iemanjá. Mãe de Márcio Felipe, 27 anos, e Morena Mariah, 11, Solange mora com os filhos na Barra da Tijuca, no Rio. No segundo casamento, com o cantor Sidney Magal, não teve filhos, mas colecionou histórias. Dos 18 aos 23 anos, quando ficou casada com o cantor, a mulata testou a paciência com as milhares de fãs do marido. “Faziam excursões até minha casa e ficavam de plantão na porta. Saía dirigindo o carro com o Magal no porta-malas”, lembra.

O motivo da separação foi a fama que subiu à cabeça do marido e o deixou mulherengo. Cansada das escapulidas do cantor, a atriz resolveu deixá-lo. “Saí antes da briga ficar feia, porque o único homem que poderia pôr o dedo na minha cara é meu pai”, diz, referindo-se ao aposentado Manoel, que se divertia ao ver a filha de 10 anos imitando a chacrete Débora Lúcia, estrela do programa do Chacrinha nos anos 60.
Além de lançar a amiga, Sargentelli ajudou na carreira de Solange como atriz. Feliz ao passar no teste para a novela Os Imigrantes, que a Bandeirantes levou ao ar em 1981, ela se assustou ao saber que o salário era cinco vezes menor que o equivalente a R$ 10 mil mensais recebidos nos shows do sambista. O próprio apresentador, no entanto, se encarregou de solucionar o problema. “Ele me pagou quatro meses de trabalho até eu me estabilizar”, conta a atriz, que também atuou em Sinhá Moça (1986), na Globo, e Kananga do Japão (1989), na Manchete. Mas foi com o bordão “Né brinquedo, não”, da enfezada Jura, que Solange reencontrou a fama. Ela criou a expressão após ter seu carro fechado no trânsito, uma semana antes de começar a gravar a novela. Falou dela a Glória Perez e, após uma reunião, emplacou o bordão como sucesso nacional.

Há um mês, a atriz namora o colega Roberto Bonfim, que conhece Solange desde os shows de mulatas. “Éramos amigos. Até que ela passou perto demais do meu barco pesqueiro”, diverte-se o ator. Há cinco anos, a mulata de formas perfeitas teve uma alergia no rosto, tomou cortisona e viu seu corpo inchar. Passou de 74 kg para 92 kg em dois meses. Hoje, com tratamentos fitoterápicos, emagreceu 9 kg. Ainda assim, Solange passa por situações embaraçosas, até mesmo quando querem lhe fazer elogios. “Já me apresentaram a alguém assim: ‘Essa mulher foi um monumento’”, conta a atriz, que não perde a pose com as gafes e responde. “Né brinquedo não.”

 

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