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Reportagens

29/04/2002

   
 
Alessandra Piedras

No apartamento onde mora, no Rio, Montalvão guarda fotos dos áureos tempos, como a com Pelé em campo

 

Por onde anda / Mauro Montalvão
O locutor virou camelô
Apresentador de tevê dos anos 70 já morou de frente para o mar em Ipanema e, até recentemente, vendia isqueiros nas ruas

Vivianne Cohen

 

Ele já morou num apartamento de quatro quartos de frente para o mar na rua Vieira Souto, em Ipanema, no Rio. Foi o primeiro brasileiro a ter um Bugatti, carro de luxo esportivo. Era comum vê-lo em rodas de amigos cercado de craques como Pelé e Jairzinho. Hoje, aos 65 anos, os tempos áureos de Mauro Montalvão, repórter esportivo que cobriu três Copas do Mundo e ganhou fama como apresentador de um programa que levava seu nome na extinta TV Tupi, estão presentes apenas nas fotografias que ele guarda em seu apartamento de um quarto alugado em Copacabana.
A queda de Montalvão começou em 1980, quando a Tupi saiu do ar. Dois anos depois passou ter sintomas de uma doença que só em 1990 foi diagnosticada como síndrome do pânico. Foi tratado como cardíaco por sentir palpitações. Hoje está melhor, mas não entra em elevador sozinho, sente-se mal em congestionamentos e túneis. “A doença acabou com minha carreira.”

A síndrome do pânico, hoje uma doença curável se o tratamento for seguido corretamente, se arrastou no caso de Montalvão. “A doença se tornou crônica nele porque, por problemas financeiros, não segue o tratamento indicado. E também é hipertenso”, explica o neurologista Fernando Pompeu Filho, seu médico. “Cerca de 80% dos pacientes se curam em um ano, com medicamentos específicos. No terceiro mês dão sinais de melhora”, diz a psiquiatra Silvana Forelli. Montalvão foi dono de fábrica de pastel. Sem sucesso, vendia canetas e isqueiros em quiosques da orla, mas desistiu porque não tinha lucro. Vivendo com aposentadoria de R$ 900 por mês, mora com a mulher e o filho, desempregado, e amigos o ajudam a pagar o aluguel de R$ 900.

A jornalista Sônia Abrão já o ajudou com R$ 2 mil. “Me comovi. Ajudei-o a quitar dívidas e estou empenhada em conseguir-lhe um emprego de locutor”, diz. Após o Programa Mauro Montalvão em Quatro Tempos, que ficou 20 anos no ar na Tupi, ele trabalhou na Bandeirantes e encerrou carreira na TV Rio, no início dos anos 90. E diz que está em forma: “Não é porque tenho 65 anos que não sei mais fazer o que sempre fiz”.

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