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Entrevista

22/04/2002

   
Silvana Garzaro
Márcia renovou com a Band até 2003. “A emissora dá a munição que preciso para enfrentar a guerra pelo Ibope”
 
CONTINUAÇÃO

A Band cobriu a oferta da Record?

• Não gosto de bunda. A televisão banaliza o sexo e eu sou contra.
• Eu faço reality show sem precisar confinar ninguém.
 

 

“Sou o Gugu de saia”
Líder de audiência da Band, a apresentadora critica as baixarias da tevê, garante que seu programa não faz sensacionalismo e quer esquecer o passado no SBT

Mariana Kalil

 

Márcia Goldschmidt caiu de pára-quedas na televisão em julho de 1997. Dona de uma agência de consultoria em relações afetivas, foi escolhida por Silvio Santos para comandar uma atração em horário nobre no SBT, cuja fórmula havia se tornado sucesso nos Estados Unidos. Márcia apresentava discussões de casais até então restritas a quatro paredes. O auditório palpitava no bate-boca e, não raro, a pancadaria tomava lugar em frente às câmeras. O programa alcançou picos de 22 pontos. Apesar do sucesso, ela foi tirada do ar um ano depois da estréia – obrigada a ceder seu lugar a Carlos Massa, o Ratinho, apresentador de atração semelhante na Record. Sem espaço na grade de programação, viveu deprimida até o ano passado, quando a Band acenou com o Hora da Verdade.

O programa, que vai ao ar diariamente às 16h30, estreou em junho de 2001 e, em menos de um ano, Márcia aumentou a audiência do horário em 127%. É líder na emissora. Freqüenta com assiduidade o segundo lugar no Ibope. O sucesso rendeu-lhe um convite para transferir-se para a Record. A Band não só cobriu a oferta como garantiu-lhe mais um programa semanal. Tanto assédio tem feito Márcia sorrir como nunca. Aos 39 anos, ela em nada lembra a apresentadora de tailleur e cabelo chanel que tornou-se marcante na tela do SBT. Prefere assim. Quer esquecer o passado e celebrar o presente, como revelou a Gente na entrevista a seguir.

Por que você recusou o convite da Record?
Tenho um apego muito grande à Band. O Johnny Saad é um presidente de portas abertas. O Rogério Gallo (diretor artístico da emissora) é 10. Esse relacionamento conta na hora da decisão e preferi ficar na Band.

A Record quis triplicar o salário?
Não falo sobre salário. Acho brega quem fala. Meu valor não é meu salário. Quando você é líder de audiência, você ganha mais, é óbvio. Mas acho um assunto indelicado. Não falo.

A Band cobriu a oferta da Record?
Sim. A Band também melhorou minhas condições de trabalho. Acho importante estar num lugar que me dê munição para enfrentar a guerra pelo Ibope. Não me interesso em estar apenas contratada de uma emissora. Eu quero dar resultado.

Antes de o Luciano Callegari assumir a superintendência artística da Record, seu programa era criticado pela antiga direção da emissora.
Muitas pessoas criticam o meu trabalho. Mas por que tantas copiam? Eu sou popular e sou feliz. Não sou sucesso de crítica, mas sou de público. O fundamental para mim é isso.

Você se chateia de ser chamada de sensacionalista?
Na Globo, as pessoas comem olho de cabra e depois vêm dizer que a sensacionalista sou eu. Comer bicho não é sensacionalismo? Eu não sou sensacionalista. A vida pode ser. Eu não crio os fatos que eu apresento. Eu simplesmente apresento os fatos que a vida cria. É muito mais fácil você apresentar um programa de variedades em que todo mundo acha tudo uma gracinha do que fazer o que eu faço.

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