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11/03/2002

   
Prensa Três
O casamento em 1981: “O motivo mais forte da minha separação foi a ambigüidade sexual do Diniz. Ele tinha desvios”
 

 

Por onde anda/Jaqueline Carr
Revelações da viúva de um milionário
Inocentada em 1996 do assassinato
do ex-marido José Carlos Diniz, ela não
paga o condomínio da cobertura de
US$ 5,5 milhões no Rio, vai se candidatar
a deputada estadual e relata em
autobiografia a bissexualidade do empresário

Luís Edmundo Araújo


Leandro Pimentel
Na cobertura herdada, Jacqueline com as gêmeas Lilás e Yasmin (nas extremidades), e Shalimar (ao centro), suas filhas com Diniz. "O resto da vida serei a Jacqueline do Caso Diniz”, diz ela

A dona de casa Jacqueline Carr Soares, 40 anos, mora numa cobertura de 1.650 metros quadrados, de frente para o mar da Barra da Tijuca, um dos espaços mais nobres do Rio de Janeiro, mas não tem vida fácil. Para cuidar do apartamento, que chegou a ser avaliado em US$ 5,5 milhões e foi considerado o mais caro do Brasil, ela se desdobra com um orçamento mensal de cerca de R$ 2 mil, salário que o marido, Vanivaldo Soares, 40, recebe como detetive da Polícia Civil. O imóvel foi o que restou da fortuna de seu primeiro marido, o empresário José Carlos Nogueira Diniz Filho, assassinado no dia 26 de novembro de 1989. Enquanto aguarda que a Justiça venda a cobertura onde vive e lhe entregue os 50% da herança que lhe cabem em testamento – a outra metade vai para as três filhas que teve com Diniz –, Jacqueline prepara sua candidatura a deputada estadual e finaliza uma autobiografia. Entre as verdades que promete contar no livro, uma trata de um fato até então desconhecido: a bissexualidade de José Carlos Diniz Filho. “Guardei isso por muitos anos, mas o motivo mais forte da minha separação foi a ambigüidade sexual do Diniz. Como dizem, ele tinha desvios.”

Leandro Pimentel
Com o marido, o policial Vanivaldo, pai da filha Victória. “Disseram que ela tinha matado o marido e fugiria do país”, diz ele, designado para vigiá-la em 1989

Acusada de tramar a morte do ex-marido, Jacqueline foi absolvida em novembro de 1996. “Fiz o livro para falar a verdade. Tudo o que passei e como sou realmente”, diz ela. “Nos últimos 12 anos, foram criadas várias personagens para a Jacqueline, e todo mundo criava o que queria.” O empresário foi morto a tiros quando dirigia seu carro na Barra da Tijuca. Ele estava acompanhado de Lucimar Ferreira, sua namorada na época, que escapou ilesa. Dois anos depois, a Justiça condenou pelo crime o informante da polícia Cláudio Silva, o pistoleiro Manoel de Oliveira, o Manoelzinho, e Paulo Sérgio Mollo da Fonseca, que foi amante de Jacqueline. Até hoje, a ex-mulher de Diniz sofre com o preconceito por ter sido considerada suspeita do crime: “O resto da vida serei conhecida como a Jacqueline do Caso Diniz. Não adianta, marcou”.

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