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04/03/2002

   
Leandro Pimentel

“A Blitz é minha e eu volto quando eu quiser”, diz Evandro. Ao lado, com a banda que vendeu um milhão de cópias em 1982

 

Carreira / Evandro Mesquita
A Blitz, 20 anos depois
O ator e cantor de 50 anos vai reativar
a banda que vendeu 1 milhão de discos
há duas décadas, e reunirá Fernanda Abreu,
Lobão e outros integrantes do grupo para
gravar um disco comemorativo

Vivianne Cohen

No ar na novela Desejos de Mulher, da Globo, Evandro Mesquita tem se dedicado a inúmeros projetos: tem uma peça e dois livros prontos, espera a aprovação de um roteiro de seriado que apresentou à emissora e desenha histórias em quadrinhos. Um dos fundadores da Blitz, banda mania nacional nos anos 80, ele admite ter deixado a música um pouco de lado. “De vez em quando toco com amigos. Dei uma adormecida”, diz o líder do grupo que vendeu mais de um milhão de cópias do compacto Você Não Soube me Amar, de 1982. A preguiça musical, contudo, tem hora marcada para acabar.

Evandro negocia com uma gravadora um DVD e um CD acústico para comemorar os 20 anos da Blitz. O disco, previsto para sair no segundo semestre, será uma releitura de antigos sucessos e incluirá músicas novas. “Ainda há espaço no cenário musical para a Blitz. Está na hora de atacar de novo. As pessoas me cobram pela volta da banda diariamente”, conta.

Briga de egos O retorno promete. Evandro deixou a rixa com Lobão de lado e o convidou para participar. Primeiro baterista da Blitz, o polêmico cantor saiu brigado com o ator, insatisfeito com os rumos da banda e para seguir carreira solo. Fernanda Abreu, outra ex-integrante da Blitz, também recebeu a proposta. Os dois aceitaram na hora. “Evandro deve reestruturar a banda com idéias novas e sem as meninas”, propõe Lobão. “Ele tem um lado compositor não explorado e muito talento. Deveria ser tombado como patrimônio histórico.” O mais difícil está sendo convencer os integrantes da última formação da Blitz. “Sempre que a gente volta, briga. Quando se tem 20 e poucos anos, é fácil de aturar”, explica o ator. A primeira separação, em 1986, foi resultado de uma crise de egos. “Eles não entendiam que, como eu era o líder, aparecia mais”, lembra Evandro. A banda até ensaiou uma volta em 1994, mas esbarrou nos mesmos problemas. Depois de gravarem um disco ao vivo, após um ano cada um seguiu seu caminho.

Divulgação

O breve retorno, porém, teve utilidade. “Achávamos que nosso público era nossa geração, mas para a nossa surpresa, era de adolescentes. É isso que mantém o ‘ah, vamos fazer de novo’”, diz. A participação no Rock in Rio 3, no show de Fernanda Abreu, em janeiro passado, também reacendeu em Evandro a vontade de subir aos palcos. Ovacionado na primeira edição do festival, ele sentiu a mesma emoção. “Parecia que o público dizia: ‘A Blitz tinha que estar aí’”, conta. Só falta o cantor recuperar o pique de anos atrás. Evandro diz que não tem mais tesão para participar da maratona de divulgação de um disco como a peregrinação aos programas de auditório. “Me faltam os 25 anos.” O vocalista também desanima ao lembrar das críticas. “É um saco ouvir tudo de novo. Mas a Blitz é minha e eu volto quando eu quiser”, rebate.

Quem o vê, entretanto, aposta que ele ainda tem muita disposição. Aos 50 anos, o ator esbanja energia. Há 12 anos, faz aulas semanais de kempô, ginástica que imita os movimentos dos animais, e joga futevôlei com Romário. Pai de Manoela, 13, sua filha com a atriz Íris Bustamante, ele surpreendeu os amigos da filha ao surfar com a garota. “Ela repetia: ‘Não falei que meu pai pega onda?’”, conta ele, que atualmente namora a artista plástica Andrea Coutinho. Morador de um sítio na Barra da Tijuca, Evandro gosta de viver no meio da natureza. Tem alimentação natural e abandonou as drogas, que marcaram sua vida nos anos 70, quando fazia parte do grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone, ao lado de Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. “Hoje, a lucidez é o meu grande barato”, garante.

 

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