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25/02/2002

POLÍTICA

JADER BARBALHO
Algemas no ex-presidente do Congresso

O ex-senador vê motivação política na ordem judicial que resultou em sua prisão durante 13 horas na Polícia Federal do Tocantins

Cecília Maia

Tharson Lopes/Jornal do Tocantins/AE
Jader desembarca algemado no Tocantins: “Foi tudo um circo montado para atingir a minha imagem”, disse ele

As 13 horas que passou na inóspita sala de 20 metros quadrados da carceragem da Polícia Federal do Tocantins, não foram as primeiras que o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho, amargou na cadeia. Com 21 anos, ele ficou dois dias atrás das grades por liderar um comício em favor de sua candidatura à presidência da União dos Estudantes do Pará. Do esquerdista combativo ao ex-senador acusado de desviar dinheiro público se passaram 34 anos. Mas para ele, pouca coisa mudou. “Antes a violência era praticada pela ditadura. Agora fui vítima da violência política praticada em plena democracia”, declarou ao sair da prisão na madrugada do domingo, 17.

Jader foi detido na noite de sábado devido à prisão preventiva decretada pelo juiz Alderico Rocha Santos, da Justiça Federal no Tocantins, por fraudes contra a Sudam. Trazia as mãos algemadas escondidas atrás de um livro que lhe deram em Belém, antes de entrar no avião da Polícia Federal rumo a Palmas. Tinha a aparência abatida, olheiras profundas e uma palidez que foi agravada ao saber, na prisão, que sua mulher, Márcia Cristina, 36 anos, grávida de cinco meses, estava passando mal. “Fiquei muito preocupado”, disse ele. Mas não deu trégua às lágrimas. Jader fez questão de sair do cárcere pela porta da frente. “Foi tudo um circo montado para atingir a minha imagem”, disse ele, acusando o ex-senador Antônio Carlos Magalhães e o senador Romeu Tuma.

O prisão preventiva e o uso das algemas foram criticados por juízes, advogados e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello. Desde que retornou à casa, Jader não desgrudou da mulher. Tenta acalmá-la e faz de tudo para manter o otimismo. “Sou um homem de fé”, diz ele. Márcia, no entanto, está sensibilizada. Chora a cada telefonema de solidariedade dos amigos e já teve várias contrações. Recebeu ordem médica para ficar de repouso absoluto. “Conseguimos que ela consentisse em desligar o telefone do quarto”, revelou uma das empregadas do casal. Na terça-feira 19, Márcia só saiu de casa para fazer ecografia. “Graças a Deus está tudo bem”, disse o ex-senador, que por enquanto, não pretende tomar nenhuma atitude contra o juiz Alderico. “Meus advogados estão analisando o caso.”

Decisão contestada
Jornal do Tocantins
O juiz Alderico Rocha Santos: oito meses no cargo

O juiz Alderico Rocha Santos está em Palmas há apenas 8 meses. Solteiro e ambicioso, ele chegou sozinho à capital do novo Estado para conquistar o posto de juiz federal titular. Até então, era juiz substituto em Goiás, função que exercia havia quatro anos sem nenhuma perspectiva de conquistar o posto titular. Certo dia, soube da vaga no Tocantins e se apresentou. Assim, aos 36 anos ele se sentou na cadeira que sonhara desde que era apenas um menino na cidade de Balsas, no Maranhão. “Sempre sonhei com a carreira da magistratura”, diz ele.

Filho de fazendeiro, Alderico é o quarto rebento da família de 11 filhos e o único a ganhar tamanha notoriedade. Desde que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do Congresso Nacional Jader Barbalho, Alderico se tornou nacionalmente conhecido. Sua atitude foi criticada por ministros do STF, juízes dos Tribunais Superiores, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, e até mesmo no habeas corpus concedido pelo presidente do Tribunal Regional Federal em Brasília, Tourinho Neto, que liberou Jader Barbalho da prisão 13 horas depois da detenção. “Ele agiu contra o sentido da justiça só para agradar ao povo”, disse Tourinho. Segundo os juízes, a prisão preventiva é um recurso extremo usado apenas em casos de ameaça de fuga do acusado, da ameaça a testemunhas ou para garantir a ordem pública.

O teor do habeas corpus e as declarações públicas do presidente do TRF irritaram Alderico, que ainda estuda as providências que pretende tomar para se defender. “Ele atingiu a minha honra e feriu a Lei Orgânica da Magistratura, que impede os juízes de fazerem comentários públicos sobre decisões de colegas”, argumentou. “Estou consciente de ter cumprido meu dever de acordo com a lei.”

 

 

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