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25/02/2002

CINEMA

Os irmãos do riso
Ao contrário do que fazem supor seus filmes, como Débi e Lóide e Quem Vai Ficar com Mary?, os irmãos Bobby e Peter Farrelly garantem que são sensíveis, tolerantes com as diferenças e nem um pouco engraçados

Mauro Ferreira

Alessandra Piedras

“Decididamente, não somos engraçados. Às vezes, levo 20 minutos para responder uma piada’’
Peter Farrelly
“Não queremos que nossos filhos julguem as pessoas pela aparência, cor da pele ou preferência sexual’’
Bobby Farrelly

Famosos por convencer uma nervosa Cameron Diaz a passar esperma no cabelo como se fosse gel, em Quem Vai Ficar com Mary?, os irmãos Bobby e Peter Farrelly levaram Gwyneth Paltrow a um hotel cinco estrelas para que ela experimentasse uma roupa especial que a faria ter o corpo de uma mulher de 136 quilos. Ela topou o desafio e, ao circular no hotel como gorda, sentiu o desprezo das pessoas, que nem lhe dirigiram a palavra. Naquele momento, Bobby e Peter convenceram-na a aceitar o papel de Rosemary, a robusta protagonista feminina da comédia romântica O Amor É Cego, em cartaz em circuito nacional.

Peter e Bobby estiveram no Rio para promover o filme e revelaram a Gente, numa suíte do hotel Copacabana Palace, que nem sempre tiveram cacife para convencer estrelas a fazer suas comédias recheadas de piadas escatológicas e humor politicamente incorreto. “Fomos roteiristas outsiders por nove anos em Los Angeles. Se Jim Carrey não tivesse lido o roteiro de Débi & Lóide, em 1994, ainda seríamos desconhecidos”, ressalta Peter John Farrelly, o mais velho, nascido em 1956.

Divulgação
Débi e Lóide: “Se Jim Carrey não tivesse lido o roteiro, em 1994, ainda seríamos desconhecidos”, diz Peter Farrelly

Naturais de Cumberland, Rhode Island (EUA), Bobby e Peter parecem sujeitos simples, sem as exigências das estrelas de Hollywood – na entrevista, Peter pediu apenas uma salada. “Não trabalhamos com egos inflados”, avisam. Eles têm dois filhos cada e contam que fazem as crianças conviverem com deficientes físicos para que cresçam tolerantes. “Não queremos que nossos filhos julguem as pessoas pela aparência, cor da pele ou preferência sexual”, sentencia Bobby, Robert Leo Farrelly Jr. na certidão de nascimento de 1958.

Divulgação
O Amor É Cego, com Gwyneth Paltrow: “Adorei a idéia de um cego escrever sobre beleza interior”, diz Bobby Farrelly sobre o novo filme

Muitos desses deficientes são amigos dos Farrelly, como o tetraplégico que vive um taxista em O Amor É Cego. “Usamos os deficientes nos filmes como eles são na vida real. Por isso, temos o apoio de vários grupos que trabalham com eles”, revela Peter. O que os Farrelly não têm na vida real são o sarcasmo e o humor de seus personagens. “Decididamente, não somos engraçados. Às vezes, levo 20 minutos para responder uma piada. Só que, como roteirista, tenho todos os minutos de que preciso para encontrar uma tirada”, diferencia Peter.

Divulgação
Quem Vai Ficar com Mary?: bilheteria de US$ 176 milhões e lábia para fazer Cameron Diaz passar esperma no cabelo como gel

Como roteiristas, eles vão precisar de tempo e inspiração para reeditar o lucro de filmes como Quem Vai Ficar com Mary?, que rendeu US$ 176 milhões nos Estados Unidos em 1998. Números mais recentes não são tão incríveis. O Amor É Cego arrecadou US$ 70 milhões, pior ainda do que Eu, Eu Mesmo e Irene, que rendeu US$ 90 milhões em 2000 – o que é pouco para um “blockbuster” com Jim Carrey.

Não por acaso, os irmãos se debruçam sobre a versão cinematográfica moderna dos Três Patetas. E avisam: um deles será negro, e o novo filme, provavelmente, terá mais humor e menos sensibilidade, o oposto de O Amor É Cego, um manifesto contra as aparências idealizado por um amigo cego dos Farrelly, Sean Moyniham. “Adorei a idéia de um cego escrever sobre beleza interior”, relata Bobby.

Sim, no peito escatológico dos Farrelly – que costumam trabalhar com atrizes louras e bonitas – batem corações sensíveis e respeitadores. “Somos os únicos diretores que não dão em cima de suas atrizes”, exagera Peter.

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