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| ALEXANDRE
PIRES |
25/02/2002
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“Vocês
vão ter de me engolir”
O cantor, namorado de Sheila Mello, vendeu 500 mil cópias de seu
CD em espanhol e diz ter uma lista negra de quem já quis prejudicá-lo
Edwin
Paladino
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Claudio Gatti
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| “O
Renner também se envolveu num acidente e não teve a mesma repercussão.
Antes era o terno que eu usava, a música, o CD. Depois o acidente”,
diz Alexandre Pires |
Aos
26 anos, 12 de carreira e 13 milhões de cópias vendidas
no Brasil em sete discos com o Só Pra Contrariar ,
Alexandre Pires realizou o sonho de muitos cantores brasileiros.
Lançou-se em vôos mais altos e está conquistando
o mercado latino-americano. Seu CD solo em espanhol, que leva seu
nome, vendeu 500 mil cópias desde que chegou às lojas,
em setembro, em países como Paraguai, Uruguai, Chile e México.
Com a agenda lotada, é comum visitar dois países numa
mesma semana, para shows e entrevistas. Mas Alexandre Pires quer
mais: Estamos distribuindo o disco nos Estados Unidos, Canadá,
Portugal e Espanha, conta. Mesmo com tanto sucesso, ele garante
que não pensa em deixar o Só Pra Contrariar. Lançaremos
um novo disco em março.
Qual o segredo para fazer sucesso fora do Brasil?
Persistência, trabalho e dedicação. Vejo artistas
no Brasil que não têm paciência de chegar num
lugar que ninguém os conhece e enfrentar a situação:
divulgar CD e deixar de fazer show no Brasil para dar entrevistas
em outro país sem ganhar nada. Faço espanhol, estudo
e invisto no projeto.
Qual
a diferença entre o público latino e o brasileiro?
Os latinos são bem fanáticos. Na Argentina, num programa
de rádio, tiveram de fechar o lugar por causa das fãs.
As meninas pintaram o rosto com meu nome. No Brasil, as pessoas
estão acostumadas com ídolos. Países como Chile,
Uruguai, Paraguai são pequenos e carentes de astros. Lá,
os fãs querem pegar, seguir, ver.
Como
foi cantar no jantar beneficente da BMG em Veneza para gente como
Liz Taylor, Nicole Kidman e Claudia Schiffer?
Liz Taylor faz esse jantar todo ano. Ela pediu o disco de alguns
artistas da gravadora para conhecer, ouviu meu CD e curtiu. Foi
uma festa de gala, muito chique. Cantei uma música e só
fiquei nos bastidores. E é fogo, né? Porque você
tem que ter muita cabeça e personalidade para absorver isso,
participar de um evento tão grande. A Liz Taylor foi gentil.
Conversamos rapidinho depois que me apresentei. Ela disse que adorou
a minha voz, que canto muito bem e agradeceu a presença.
É o tipo de festa em que você só acredita quando
está lá.
No
que você trabalhou antes de seguir carreira artística?
Com 10, 11 anos trabalhei como carpinteiro, fiz fibra de vidro,
entreguei jornal, vendi salgadinho na rua e trabalhei numa lavanderia.
Comecei a tocar na noite em 1990, 1991. Chegava às 4h em
casa e entrava na lavanderia às 7h. Fiquei nesse ritmo por
seis meses. Passei a chegar atrasado no trabalho e contei para o
patrão que tocava na noite. Num sábado ele foi me
assistir e pensei: Amanhã estou na rua. Na segunda,
ele me chamou e disse que meu negócio era música e
me demitiu, no bom sentido. Tentei continuar na escola, mas parei.
Estudei até o sexto ano do ensino fundamental.
próxima
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