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Memória
da Semana de Arte Moderna de 22
Paula
Alzugaray
| Reprodução |
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| “A
Negra”, de Tarsila do Amaral, é destaque da mostra 22 e a Idéia
do Moderno |
Tarsila
convive com Léger, e Ismael Nery espelha-se em sua mulher
Adalgisa, assim como Dalí funde-se a Gala. Segall absorve
o expressionismo do grupo Der Brücke. Vicente do Rego Monteiro
estiliza rostos à maneira de Modigliani. O Brasil que reflete
e se posiciona frente às vanguardas européias é
o tema da exposição 22 e a Idéia do Moderno,
no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). São 23 obras
do modernismo brasileiro, situadas estrategicamente dentro do acervo
permanente do museu para serem vistas em contraponto aos artistas
estrangeiros do mesmo período (1906 a 1930). A mostra é
mais um evento que celebra os 80 anos da Semana de Arte Moderna
de 22.
A
semana comemorativa, que se encerrou na segunda-feira 18, inaugurou
também dois web sites sobre o movimento que atualizou a arte
brasileira e buscou construir uma identidade visual nacional. O
MAC construiu uma versão on line de sua exposição
em um site com mais texto do que imagens (localizado na home page
www.mac.usp.br),
além de sugerir para o internauta uma série de exercícios
de observação, desenho, colagem e pintura.
O
Itaú Cultural, que já tem por hábito usar a
internet como veículo de acesso e popularização
das artes visuais, colocou na rede (www.itaucultural.org.br)
um programa educativo bem didático. Modernismo Passo a
Passo é um percurso visual que introduz as principais
questões do movimento em oito passos. Além das aulas,
até abril o endereço terá a Mostra Virtual
Semana de Arte Moderna de 1922.
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