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| ARTE
CONTEMPORÂNEA |
25/02/2002
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Ad
Infinitum
Jac
Leirner mostra 15 anos de produção a partir
de objetos de consumo
Paula
Alzugaray
| Reprodução |
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| “Os
Cem”: arte tirada de notas de dinheiro |
Ela
diz que tem cabeça de pintora. Mas, ao invés
de usar tintas e pincéis, a artista plástica paulista
Jac Leirner compõe suas telas com as cores impressas
em sacolas plásticas, maços de cigarros, cédulas
de dinheiro, passagens aéreas e adesivos. Para desenhar,
substitui o grafite pelos grafismos dos cartões de visita.
Há 15 anos colecionando ítens de consumo cotidiano,
reunindo-os em séries e atribuindo-lhes nova ordem e significados,
a artista mostra que, além de disposição para
a pintura, tem um olhar musical. É o que transparece
do conjunto de 27 obras produzidas entre 1987 e 2002, expostas no
Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, na mostra Ad Infinitum.
Organizados
em séries, os objetos de Jac Leirner compõem seqüências
que sugerem ritmos musicais. O que faço é música
para os olhos, diz Jac a Gente. Ritmo,
métrica, até letra e rima. Tudo está em meus
trabalhos.
Para
a curadora Ligia Canongia, a obra Hip Hop (1998), feita
de adesivos coloridos dispostos em seqüência, é
uma autêntica partitura musical. As letras das
músicas de Jac aparecem em pelo menos três trabalhos
com textos: Labels (1994), que são etiquetas
de obras expostas no MOMA-NY, Palavras Roubadas, extraídas
de jargões publicitários, e O Livro dos Cem
(1987), cartaz de 6 metros que reproduz frases tiradas de notas
de cem. Já a rima se apresenta em obras que jogam com a duplicidade,
como Idênticos (1989), duas séries sobrepostas
de sacolas plásticas. Olhar musical
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Rio
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Até 28/4
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