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Um
Amor de Borges
Jean-Pierre Noher e Inês Sastre fazem filme
sobre relação amorosa do escritor valer a pena
Alessandro
Giannini
| Divulgação |
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Um Amor de Borges: prêmio especial em Gramado para
Noher
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Quando
ainda era desconhecido, em meados dos anos 40, Jorge Luis Borges
teve um breve romance com Estela Canto. Ele era funcionário
da biblioteca municipal de Buenos Aires. Ela, locutora de rádio
e tradutora. Ambos eram escritores diletantes. A relação
entre eles durou pouco, mas foi bastante intensa. A intromissão
da mãe superprotetora de Borges, a diferença de crenças
políticas e os acontecimentos que tomaram conta da Argentina
naquele período acabaram por afastá-los completamente.
Tudo isso está narrado em Um Amor de Borges, de Javier
Torre, um filme que desvenda a intimidade do mais importante escritor
argentino do século passado e, com certeza, um dos maiores
do mundo. No ano passado, ganhou o prêmio de melhor filme
latino do júri e da crítica do Festival de Gramado.
Inspirado
no livro Borges a Contraluz, de Estela Canto, o filme assume
um ponto de vista neutro. O conservador e antiperonista Borges e
sua namorada comunista e de espírito livre são personagens
independentes, lutando contra as diferenças e a impossibilidade
de continuar juntos. Jean-Pierre Noher interpreta o escritor argentino
de forma esplêndida, promovendo em si mesmo uma verdadeira
metamorfose. Estela ganha os contornos generosos da ex-modelo Inês
Sastre. O par romântico fica mais interessante na pele dos
dois. Além de emprestar beleza aos seus personagens, deve-se
aos atores também o que o filme, irregular em vários
sentidos, tem de melhor. Borges e o amor
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