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25/02/2002
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por
Mariana Kalil
Suzana
Alves
De espartilho, máscara e chicote,
Tiazinha povoou a fantasia dos adolescentes brasileiros no programa
H em 1998. Aos
23 anos, quer fazer sucesso longe da personagem, como Suzana Alves.
Em Casa dos Artistas 2,
terá a grande chance de se reerguer na carreira
| Beto
Tchernobilsky/Julio Vilela |
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O auditório
de um programa de televisão nunca concentrou tanta testosterona
como na época em que o apresentador Luciano Huck comandava
o H. Dezenas de adolescentes amontoavam-se nas arquibancadas
armadas no estúdio da Rede Bandeirantes, em São Paulo,
à espera da Tiazinha. A entrada da personagem, sob uma nuvem
de gelo seco, era apoteótica. Do meio da fumaça, ela
deixava entrever uma perna, depois outra sobre saltos altíssimos.
Enfiada num espartilho com cinta liga, máscara e chicote
na mão, esmerava-se nas caras e bocas de felina sadomasoquista.
A libido dos garotos atingia decibéis ensurdecedores. Ela
adorava. Rebolava, agachava, rodopiava pelo palco e cumpria
seu papel: castigava garotos desinformados num quadro de perguntas
e respostas. Tiazinha reinou única naquele ano de 1998. Estampou
manchetes de jornais e revistas no mundo inteiro. Milhares
de jovens brasileiros fazem fila para serem torturados por essa
deusa, escreveu o jornal The Washington Post na época.
Por trás da máscara, Suzana Alves, a modelo que dava
vida ao fenômeno, lucrava. Posou para a Playboy, tornou-se
protagonista de um programa de tevê na mesma emissora, As
Aventuras da Tiazinha, gravou o CD Tiazinha Faz a Festa,
lançou linhas de lingerie, tamanco, meia-calça e comprou
uma luxuosa cobertura em São Paulo até que
resolveu tirar a máscara. Há dois anos, luta para
ser reconhecida fora dos domínios da personagem que ajudou
a imortalizar. A grande chance chegou. Confinada na Casa dos
Artistas 2, vigiada por câmeras 24 horas por dia, não
tardará em mostrar a verdadeira face. Transparente
e ingênua, diz ela.
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