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11/02/2002

SEQUESTRO

Asas da liberdade - CONTINUAÇÃO

Tentativas
de negociar

Resposta
do grupo
“Aos senhores chefes: ontem tive a certeza de que se continuar aqui e nessa situação, vou ter um infarto e morrer. Por isso resolvi tomar a atitude explicada na carta em anexo, que resolve tudo. Por favor leiam já. Aguardo comunicação. Obs: Acho que a carta não deixa dúvidas, mas também estou à disposição” “Você tem que ficar calmo. Seu desespero não tem de sair do controle. O senhor pede que acreditemos em você, mas você mesmo é responsável por toda essa lentidão. O senhor estaria em casa se estivesse acreditando em nós. Não vamos ganhar tudo por sua pressão ou seu desespero”

A sorte de Olivetto começou a mudar na sexta-feira 10. A polícia passou a monitorar as atividades de seis estrangeiros inquilinos de um sítio em Serra Negra, a 150 quilômetros de São Paulo. A suspeita surgiu porque os estrangeiros não deram documentação para o aluguel e ofereceram o pagamento em dólar ao dono da imobiliária. Após a prisão do grupo liderado pelo terrorista chileno Maurício Hernández Norambuena no sítio de três quartos e piscina, a polícia encontrou duas pistolas calibre 9mm e pequena quantidade de maconha. Além disso, oito cartas, escritas à mão em folhas de papel sulfite, escondidas no fundo falso de uma valise. Algumas de Olivetto, outras dos seqüestradores. No cativeiro em São Paulo, a polícia encontrou um diário dos seqüestradores registrando reações do publicitário. Abaixo, a tentativa de Olivetto de negociar:

“Aos senhores: insisto em ser ouvido hoje. 6 milhões de dólares compram uma fábrica. Mereço atenção, até porque essa proposta está atrelada a outros fatores. (...) Sou a única pessoa que Javier (sócio de Olivetto) ouve e o negócio do dinheiro, tendo ou não tendo, é com ele. (...) A carta anexa complementa a proposta e deixa claro o que estou vivendo. Enxerguem. Desculpem a insistência, mas tenho certeza de que existe alguma coisa que podemos fazer hoje, mais útil do que se não fizéssemos nada pelo final desse episódio. Continuo com o coração na boca. Por favor, mantenham a coisa de mandar bebida forte a cada entrada dos guardas. Tem me ajudado, assim como um belo Dormonid (calmante) também ajudaria (...) Tenho certeza de que nesse momento muitos estão rezando por todos nós, para que tudo se acabe em paz, amor e harmonia. Se houver algo que possamos fazer hoje, por favor me digam.”

“Quando o libertamos, ele disse: ‘Estou preso a 72 dias’”
tenente Biagio

Por escrito, os seqüestradores recomendavam a Olivetto que pedisse aos “guardas” alguma comida ou bebida especial, se precisasse. Certos trechos indicam momentos de tensão: “Como a gente falou, você tem de ficar calmo. Seu desespero não tem de sair do controle. Não adianta fazer insultos para nós. O senhor é uma pessoa que tem muita educação e os insultos não falam muito bem de você. O senhor pede que acreditemos em você, mas é responsável por toda essa lentidão. O senhor estaria em sua casa se estivesse acreditando em nós. Você é uma pessoa inteligente. Não entendemos como pensou que seu seqüestro fosse uma ninharia. Nós não vamos ganhar tudo por sua pressão ou por seu desespero. Paciência que a entrevista será feita nos próximos dias e tudo dará certo para você assim como para nós”.

O grupo seguia a disciplina de organizações revolucionárias. “Eles se dividiam em células independentes”, diz o delegado responsável, Wagner Giudice. Uma era o sítio em Serra Negra, a outra o cativeiro. A quadrilha usou três apartamentos – dois em São Paulo e um em Santos. Além dos seis seqüestradores presos, a polícia identificou um casal foragido e fez o retrato falado de dois casais “guardas”.

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