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11/02/2002

SEQUESTRO

Asas da liberdade
Após 53 dias num cativeiro em São Paulo, o publicitário Washington Olivetto comemora libertação e planeja viajar. Ele fez um diário da sua agonia

César Guerrero e Rodrigo Cardoso

Robson Fernandjes/AE
“Está tudo muito louco. Pedi de todo jeito que eles consigam, via você, uma receita para Isordil e calmantes. Pat, te amo e te escrevo depois que tiver alguma idéia. Te amo demais, minha paixão’’ carta de Olivetto à mulher, escrita no cativeiro e encontrada após o fim do seqüestro

Na manhã de domingo 3, dia seguinte à sua libertação após 53 dias de cativeiro, o publicitário Washington Olivetto disparava ligações a amigos. “Escuta, no Natal não liguei por estar muito ocupado”, brincou ele com o empresário José Vítor Oliva, amigo há 25 anos. “Será que você pode vir me ver?” Com a adrenalina a mil, Olivetto, 50 anos, um dos papas da publicidade brasileira, não pregara o olho na noite anterior. Ansioso para o dia amanhecer, queria rever as pessoas queridas, com as quais foi forçado a perder contato desde as 19h de 11 de dezembro. Nessa data, ele foi levado por homens disfarçados de policiais federais numa falsa barreira montada na avenida Angélica, em São Paulo, próximo a sua agência, a W/Brasil.

Horas após a ligação de Olivetto, José Vítor entrou no apartamento do publicitário e, abraçados, os dois choraram. “Esperava vê-lo abatido. Mas o encontrei entusiasmado com a vida. Estava agitado e a todo instante abraçava a Patrícia (esposa) e o filho dele (Homero, 26 anos) e falava que os amava. Repetia o gesto mais do que o normal”, conta o amigo. Um dia antes do fim do seqüestro, José Vítor prometera ir a pé até a catedral de Aparecida do Norte, a 170 quilômetros de São Paulo, se o amigo fosse encontrado com vida. “Já fiz e paguei tal promessa em quatro oportunidades. Resolvi recorrer de novo à santinha.”

“Continuo com o coração na boca. Por favor, mantenham
a coisa de mandar bebida forte a cada entrada”
Olivetto em carta aos seqüestradores

Marcelo Ximenez/AE
Com a mulher, Patrícia, Olivetto chega em casa na madrugada de domingo 3, no mesmo carro blindado do qual foi arrancado 53 dias antes: “Ele tentou rasgar parte do isolamento da parede para gritar por socorro”, conta o tenente Cláudio Biagio

Na noite de sábado 2, Washington Olivetto apertou os olhos para enxergar o tenente da PM Cláudio Biagio, 23 anos, que atendera à denúncia telefônica de Nara Dota, moradora da casa vizinha ao cativeiro. “Graças a Deus! Obrigado!”, repetia Olivetto ao policial. “Não importa se o resgate foi pago ou não. O que importa é que estou livre e salvo. Vocês são meus anjos da guarda.” Era o primeiro rosto que via depois de passar quase dois meses dentro de um cubículo de três metros quadrados sem olhar e ouvir ninguém.

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