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04/02/2002

CARNAVAL

Bisteka perde o rebolado
Ex-participante de No Limite III é destituída do posto de madrinha de bateria da Mangueira e suspeita de pressão de traficantes. Escola nega

Eduardo Minc

Marcio Mercante/Ag. O Dia
Com medo de represálias, Bisteka refugiou-se em Cabo Frio (RJ) e decidiu não participar do Carnaval. “Não sofremos pressão de nenhum traficante”, diz Robson Roque, vice-presidente de bateria

Eram duas horas da madrugada do domingo 27 e Tânia de Fátima Souza Lima, 28 anos, a Bisteka, sambava na quadra da Escola de Samba Caprichosos de Pilares exibindo com orgulho a faixa de rainha da bateria da Estação Primeira de Mangueira, posto que ocupou em 1999 e 2000. Pouco antes das três da manhã, porém, Bisteka perdeu o rebolado. Soube, por intermédio de um telefonema de um tio, que havia sido destituída do seu posto. Em prantos, a sambista foi ao encontro da mãe, Maria das Graças Souza Fortunato, no morro da Mangueira, onde moram há 28 anos. Tão nervosa quanto a filha, a mãe, professora da Comunidade de Artes da Mangueira, tentou explicar-lhe o motivo da súbita mudança. “O diretor de bateria Bill e o vice-presidente, Robson, disseram que você não pode ser mais a madrinha, filhinha”, disse.

A queda de Bisteka começou a ser desenhada logo depois da festa de coroação, no dia 11 de janeiro, na quadra da escola. O chefe do tráfico do morro da Mangueira, Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, que está preso em Bangu I, no Rio, não teria aprovado a escolha de Bisteka. Pessoas ligadas à escola afirmam que a mulher de Tuchinha teria pressionado o traficante a determinar a saída da madrinha de bateria por ciúmes. “Diziam que esse traficante tinha mandado me botar como rainha, só que eu nem o conheço. Todo mundo no morro comentava que ela estava me ameaçando”, disse Bisteka, no domingo 27, ao jornal Extra. Bisteka se tornou conhecida nacionalmente ao participar do programa No Limite III. Após a destituição, ela resolveu sair de cena temendo represálias à sua família e decidiu não participar do Carnaval deste ano. Desde segunda 28, está isolada na casa de uma amiga em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Bisteka, que há 13 anos desfila na Mangueira, está decidida a processar a escola por danos morais e materiais. Maria das Graças conta que a sambista gastou cerca de R$ 5 mil para fazer a cerimônia de coroação. “A pobrezinha bancou toda a festa e ainda pagou o vestido das duas princesas. Ela ainda não aprendeu que as pessoas são hipócritas”, diz ela. A mãe de Bisteka conta ainda que ela recusou o convite de uma escola de São Paulo para participar de um concurso de rainha do Carnaval. Ela diz que a filha poderia ter faturado cerca de R$ 30 mil. Bisteka também estava fazendo bronzeamento artificial e ia mudar a cor do cabelo para o desfile. A sambista ganhava cerca de R$ 6 mil mensais participando de eventos como bailarina da escola.

A versão oficial da Mangueira é outra. Eli Gonçalves da Silva, vice-presidente da escola, argumenta que a decisão não foi tomada pela presidência da agremiação. “Esse é um problema interno da ala da bateria. Não posso dar opinião nenhuma. Nem a favor, nem contra. E faltando dez dias para o Carnaval, nem posso me envolver nesse tipo de coisa”, minimiza. Já Robson Roque, vice-presidente de bateria, argumenta que Bisteka perdeu a faixa de madrinha porque não estava cumprindo compromissos. “Ela vinha pisando na bola, faltando aos ensaios técnicos. Mas não sofremos pressão de nenhum traficante, isso posso garantir”, diz.

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