01 de novembro de 1999
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Leão Livre
Gilberto Barros muda e transforma programa em talk show popular, inspirado em Jô

Record (Segunda a sexta, 23h45)

Maria Lins

Foto: Piti Reali

Leão Livre está mais manso. A reformulação do programa, que entrou no ar segunda-feira 25, mudou completamente o estilo de Gilberto Barros. O apresentador aposentou o lado Ratinho para tentar virar um Jô Soares popular. Além do cenário novo, que lembra o do antigo programa do humorista no SBT, a coreografia de Gilberto no palco tem muito a ver com a de Jô. E as coincidências não param por aí. É também um programa de entrevistas com platéia, encerrado com uma atração musical. Mas o Leão se expõe mais, entrando ao vivo, enquanto o de Jô era gravado.

As mudanças têm razão de ser. Quando Gilberto substituiu Ratinho, o programa ia ao ar mais cedo, às 21h45. Era pautado pelo bizarro, pelas brigas e pela participação direta do público. Com a ida para a meia-noite, o mundo cão mais assustava do que atraía. "Não dá para fazer um programa que dá insônia nas pessoas, porque as deixa revoltadas. Queremos fazer um programa mais leve, divertido, que relaxe o telespectador", diz o diretor do Leão Livre, Edson Fernandes.

A Record tenta qualificar a audiência. Segundo o diretor, nesse horário, o público D já está dormindo. A intenção é atingir as classes B e C e conquistar novos anunciantes. Enquanto isso não acontece, o merchandising domina o programa. Gilberto, apesar da forma, é garoto-propaganda de um Diet Shake. Emagrecer parece ser uma obsessão. A dieta de Adriane Galisteu também está presente. Sem falar do curso de memorização anunciado por uma garota-propaganda que esqueceu parte do texto.

O departamento de jornalismo da emissora passa a participar mais do Leão Livre. A entrevista com pilotos da Esquadrilha da Fumaça, que abriu o programa, foi pontuada com reportagens sem muita graça sobre os feitos dos aviadores da FAB. A jornalista Flávia Adalgisa apresentou seu livro O Devedor, precedida por uma matéria sobre falências, inadimplência e desemprego. Só a banda de axé Ara Ketu, a atração musical da noite de estréia, passou sem apoio jornalístico - mas com o reforço de playback.

Gilberto dançou, deu uns gritos de u-hu, mas não conseguiu empolgar muito a platéia. Depois de uma hora, o Leão deu "boa noite, meu povo" com audiência média de três pontos. Antes da mudança, dava oito. Perdeu Ibope junto com a espontaneidade, sua qualidade mais forte quando reinava no mundo cão.
Leão enjaulado

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