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Ana Maria Braga
Pela primeira vez desde que descobriu o câncer, em julho, a apresentadora conta como enfrentou o medo e a dor e diz que assumir a doença faz parte da luta

Juliana Lopes; fotos: Edu Lopes

Os pés nus andavam firmes pela casa na nublada terça-feira 11 de dezembro. O sorriso não saía dos lábios. A pedido do fotógrafo, Ana Maria Braga pensa numa música: “Travessia’, do Milton Nascimento. Reflete esse meu momento”. Com a inevitável bagunça provocada pela reforma da mansão no Morumbi, em São Paulo, ninguém acha o aparelho de som para que a canção servisse de fundo musical durante o ensaio fotográfico. Ana Maria então mentaliza letra e melodia, e rodopia com a leveza de uma bailarina. Perto, um varal pendurado no meio da sala.

A apresentadora da Globo nem parece se incomodar com as marteladas dos pedreiros e com a britadeira insistente. É tempo de mudança, na casa e na vida. À espera dos resultados dos exames que diriam se estava livre do câncer, naquele dia Ana Maria demonstrava ansiedade, mas não aparentava sofrer mais. “A casa vai ficar pronta para quando eu estiver pronta”, disse. A boa notícia veio na sexta-feira 21. Os médicos não detectaram células tumorais no material examinado.

Tão logo soube que estava com câncer, em julho, cogitou de parar a reforma de sua residência, onde mora há 17 anos. Fazia parte dos planos, desde o começo de janeiro, a reconstrução e as mudanças de alguns cômodos – como a cozinha ampliada – e um aquecedor no fundo da piscina. Ainda atordoada pela notícia da doença, pensou e descobriu que queria, sim, barulho em casa. A reforma em sua casa tornou-se um símbolo da reforma dela própria. “Doía na casa e doía em mim. As duas estavam precisando de uma reciclagem geral. Então nós vamos sarar juntas, entendeu?”

A transparência da luta de Ana Maria contra o câncer é um dos marcos de 2001. A franqueza, porém, não é novidade para a apresentadora. Desde a adolescência, ela impressionava os amigos por sua desenvoltura, tanto em defender posições em assuntos polêmicos quanto em usar as saias mais curtas da turma. Por conta disso, perdeu vários colegas e passou por alguns revezes. Mas ganhou prestígio, batalhas profissionais e hoje recebe até 16 mil mensagens por dia, entre cartas e e-mails, de sua legião de fãs. Um número quatro vezes maior do que recebia antes de assumir, em rede nacional, que tinha câncer. Entre as centenas de milhares enviadas, uma a tocou em especial. Veio de Portugal, de uma telespectadora de 55 anos, tia da atriz portuguesa Maria de Medeiros. Num texto de sete páginas, Maria Aline de Sá, casada, mãe de quatro filhos, vítima de câncer que lhe tirou um seio e se expandiu para os ossos, descreve seu calvário e deseja força a Ana Maria:

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