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GUEL ARRAES

17/12/2001

“É necessário ser popular”
O diretor da Globo e do filme Caramuru diz que nem tudo que é popular é descartável, mas não gosta de programas como a Casa dos Artistas

Vivianne Cohen

Lendro Pimentel

“Demorei a ter filho porque tinha medo de que o tempo passasse. A Luiza me fez ver que há uma vantagem em ficar mais velho, que é vê-la crescer”, diz Guel

O nome Guel Arraes virou uma espécie de selo de qualidade na televisão brasileira. Depois de introduzir uma nova linguagem para o público jovem na tevê nos anos 80 com Armação Ilimitada e criar um novo estilo de humor em TV Pirata, hoje ele assina os melhores produtos da Globo. Diretor de núcleo da emissora, Guel, 47 anos, tem sob sua batuta programas como Os Normais e os episódios de Brava Gente. Não há quem não queira ser dirigido por ele. Afinal, o diretor consegue, como poucos na tevê, unir arte e entretenimento. Também é inovador no cinema. Arrancou elogios da crítica e do público ao levar as minisséries O Auto da Compadecida e Caramuru, a Invenção do Brasil à telona. Foi, talvez, um reencontro com as raízes. Quarto dos dez filhos do presidente nacional do PSB, Miguel Arraes, Guel saiu de Pernambuco para aprender cinema na França, após ter estudado durante três anos na Argélia por conta do exílio de seu pai. Discípulo do antropólogo e documentarista francês Jean Rouch, chegou a trabalhar por pouco tempo como assistente de Jean-Luc Godard. “Não sou workaholic. Estou sempre com um projeto atrasado”, diz ele, que há dez anos também passou a escrever roteiros. Sua competência é proporcional à simplicidade. Apesar de ter saído do Recife aos 15 anos, Guel cultiva as raízes. Trabalha de sandália e bolsa de couro e não perdeu o sotaque nordestino. Está casado há dez anos com uma pernambucana, a atriz Virgínia Cavendish, com quem tem uma filha de oito anos, Luiza.

A televisão ainda é vista como um veículo menor do que o cinema?
A televisão sofre de uma espécie de complexo de inferioridade. Você pode fazer um trabalho genial na tevê e vai dar menos repercussão do que um curta-metragem médio. Decidi levar o Auto e Caramuru para o cinema porque comecei a pensar em como podia criar ânimo numa equipe que trabalha junto há dez, 15 anos. É como se você acendesse uma luz. Os diretores de cinema têm de pensar mais na televisão, é um caminho, uma espécie de ovo de Colombo. A Globo demorou a entrar nisso. A tevê ainda é um negócio muito melhor que o cinema, não sei se a ela interessa produzir um filme só para o cinema. A Globo não põe dinheiro na Globo Filmes.

Pretende fazer um filme especificamente para o cinema?
Essa é uma pergunta incompreensível para mim. Não sei fazer a distinção. Sou formado em televisão e não acho que aprendi menos de cinema na tevê. Acho que aprendi até mais porque poucos diretores da minha geração trabalharam tanto quanto eu com imagem. Faço isso há 20 anos. A dificuldade de se fazer cinema no Brasil é tão grande que pouca gente tem prática com imagem como quem trabalha em tevê.

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