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17/12/2001

POLÍTICA

ÁLVARO DIAS
Gol de placa nos cartolas
O presidente da CPI do Futebol recupera prestígio político com indiciamento de cartolas e é forte candidato ao governo do Paraná

Cecília Maia

Felipe Barra
“Mais de uma vez, eles usaram pessoas próximas a mim para oferecer dinheiro. Eu nem quis ouvir”, diz o senador

Ao ouvir o último dos 12 votos a favor do relatório final que pede o indiciamento de 17 poderosos cartolas do futebol brasileiro, na sexta-feira, 7, o presidente da CPI do Futebol, senador Álvaro Dias, 57 anos, respirou mais aliviado do que os demais. Pudera. Aquela não era uma simples vitória. Era na verdade, o fim de um calvário político que começou há um ano, desde que assinou o requerimento pela instalação da CPI da Corrupção no governo Fernando Henrique. Dias, até então integrante do mesmo partido do presidente, sofreu toda espécie de ameaça, xingamento e retaliação do exército do PSDB. Só não foi expulso porque saiu antes. “Um dia entrei em casa e disse aos meus filhos: ‘Vocês não queriam que eu saísse da política? Pois este é o momento’.” Para sua surpresa, Álvaro Filho, 14 anos, e Carolina, 17 anos, além da mulher Débora de Almeida Fernandes Dias, lhe pediram que lutasse. “Entrei no PDT e minha filha, que nunca se ligou em política, me mostrou sua ficha de filiação. Não era só conversa, estávamos juntos”, relembra.

Daí para frente, foi um recomeço cheio de altos e baixos. As pesquisas, no entanto, começavam a apontá-lo como o preferido entre os eleitores do Paraná para assumir o governo estadual. No Senado, ele iniciava o trabalho de recolher assinaturas entre os colegas para a instalação de uma desacreditada CPI que investigaria as transações econômicas dos clubes de futebol. “Todos tinham certeza que ela terminaria em pizza”, conta. Como a massa demorou a ficar pronta, os cartolas do futebol entraram em campo. A Rádio Gaúcha chegou a gravar uma conversa do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, com os membros do Clube dos 13 armando estratégias para virar o jogo no Senado. “Mais de uma vez, eles usaram pessoas próximas a mim para oferecer dinheiro”, revela o senador. “Eu nem quis ouvir.”

Em outubro, durante a neurose de uma possível guerra bacteriológica, uma carta com pó branco chegou ao seu gabinete. A segurança do Senado isolou a área por duas semanas. Os funcionários foram obrigados a tomar remédio, temendo os efeitos do antraz e muitos deles sofreram ameaça de morte. “Eles fizeram de tudo para me intimidar”, diz. Dias, um corintiano roxo e ex-ponta-de- lança no futebol dos parlamentares, tinha um único pensamento: limpar a sujeira do futebol para ajudar o Brasil a brilhar novamente em campo. “Com a atividade legalizada e lucrativa, os investimentos virão”, avalia.

Os resultados para o futebol ainda estão por vir, mas os dividendos políticos já podem ser contabilizados. “Álvaro resistiu bravamente ao assédio e às propostas. Hoje ele se tornou o rei da moralização por conta da publicidade da mídia. Mas isso passa logo”, reconhece o adversário político, senador Roberto Requião (PMDB-PR), também candidato ao governo. As pesquisas refletem a vitória de Dias no Senado. O último levantamento do Datafolha aponta Álvaro Dias com 43% na preferência do eleitor, seguido de Roberto Requião, com 24%. “Ele está jogando um bolão, é um político respeitado e tem uma história limpa. Me orgulho de sermos agora colegas de partido”, dispara o líder do PDT na Câmara dos Deputados, Miro Teixeira.

Das sete eleições de que participou, Álvaro Dias perdeu apenas uma, para Jaime Lerner no governo paranaense, em 1994. Na última, para o Senado em 1998, quando venceu com 65% dos votos, se deu ao luxo de ir para a Copa do Mundo em plena campanha eleitoral. “Não resisti ao convite de ser comentarista esportivo na Rádio Paiquiri”, conta. Dono de uma voz radiofônica, o senador começou na vida como radialista para pagar os estudos. Fez de tudo, até radionovela. Um dia decidiu escrever a própria trama. Na Mansão dos Mortos ele era o galã. “Escrevi a novela para eu ser o mocinho”, revela às gargalhadas sem esconder a vaidade. Fala tranqüilamente sobre o implante que fez nos cabelos, só compra ternos no exterior e nunca vai ao Senado sem antes se certificar de que a roupa cai bem na TV. “Acho que um político deve sempre cuidar da imagem”, diz.

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