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03/12/2001

ARTE

TOMIE OHTAKE
A dama das cores
Aos 88 anos, a artista continua a pintar assiduamente e inaugura instituto cultural em São Paulo

Paula Alzugaray

Masao Goto Filho
Tomie: considerada a maior artista brasileira, só começou a pintar aos 38 anos

Quando chegou ao Brasil, em 1936, a primeira sensação que Tomie Ohtake teve do País foi relacionada à cor. “O Brasil é amarelo”, disse a jovem japonesa de 22 anos, que veio passar um ano com um irmão que vivia em São Paulo. Tomie veio a passeio, mas chegou com uma idéia fixa na cabeça: queria pintar, o que era impossível na casa paterna, em Kyoto, no Japão. “Toda a minha família era contra”, conta a caçula de cinco irmãos homens. Tomie, que aqui ficou e acabou consagrada como a maior artista brasileira, só começou a pintar aos 38 anos. Hoje, prestes a completar 50 anos de carreira, ela tem a certeza de ter feito as escolhas certas e diz ter sido importante criar os dois filhos – Ricardo e Ruy – antes de dedicar-se ao seu enorme talento. Na quarta-feira 28 de novembro, ela inaugura, com uma retrospectiva de 134 obras, o Instituto Tomie Ohtake, que tem projeto arquitetônico de Ruy Ohtake e direção de Ricardo Ohtake.

Aos 88 anos, Tomie mantém intacta sua rotina de trabalho. Pinta durante três dias por semana, das nove da manhã às quatro da tarde. Os outros dias são dedicados à escultura, gravura e à biblioteca. “É um desses raros artistas para quem o outono cede espaço à primavera”, define o crítico de arte Agnaldo Farias, curador do Instituto Tomie Ohtake. Apesar de sentir-se cada vez mais preguiçosa, a artista continua surpreendendo e, este ano, aventurou-se por dois novos territórios artísticos: realizou uma instalação e pintou sua maior tela, medindo 10 metros de comprimento.

Com 1.038 pinturas, 250 gravuras, 50 esculturas e 122 peças e objetos catalogados, Tomie começou pintando flores, acompanhada de um grupo de amigos que freqüentava sua casa no bairro da Moóca, em São Paulo. Mas sua evolução para a arte abstrata foi meteórica. Em três anos de trabalho, reconheceu nas formas geométricas um universo inesgotável de possibilidades. A partir da década de 70, a cor explodiu no trabalho da artista. A mulher, no entanto, nunca abdicou de usar preto. “O preto me acalma. No guarda-roupa, só tenho preto e branco, mas estou com vontade de começar a usar mais cor agora.”

Max Pinto

O reconhecimento público de sua obra também veio rápido. No início dos anos 60, Tomie ganhou diversos prêmios de salões de artes e, em 1983, ocasião da retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, passou a ser reconhecida como a maior artista brasileira. “Quem fala sobre meu trabalho diz que há nele muitos elementos japoneses. Mas evitei seguir o caráter japonês, como a caligrafia. Eu queria expressar as coisas do Brasil. Concordo que meu trabalho tem coisas orientais e ocidentais”, diz ela, que afirma sentir-se hoje uma estrangeira no Japão.

Da terra natal, Tomie trouxe poucos hábitos. É de origem budista, mas criou seus filhos de acordo com a maioria católica brasileira. Em casa, a alimentação de todos os dias é brasileira. “Como de tudo. Carne de porco, arroz com feijão, bebo água de coco. Quando quero comida japonesa, vou ao restaurante.”

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