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Música - Foco
Maratona
Clássica
Gabriela Mellão
A cada dois
anos, sem muito alarde, a música de concerto brasileira faz
sua festa. Reúne os melhores instrumentistas e compositores
do País numa maratona de apresentações, no
Rio de Janeiro. O encontro leva o nome de Bienal da Música
Brasileira Contemporânea. Muita gente nunca ouviu falar, mas
a pouca visibilidade não faz jus à importância
do evento.
Mais estruturado
e acessível ao grande público na sua 13.ª edição,
a Bienal comemora a chegada do próximo milênio com
uma retrospectiva das 100 obras brasileiras mais importantes do
século - com homenagens a Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno
- e conta pela primeira vez com músicos de vários
Estados. É o caso da Orquestra Sinfônica da Bahia,
que vem para dar um panorama dos compositores de seu Estado, como
Wellinton Gomes.
O preço
simbólico dos ingressos, R$ 1, e o agrupamento didático
das apresentações faz o evento acolher também
os menos entendidos. A intenção é que eles
não só ouçam, mas entendam a evolução
da nossa música clássica. As apresentações
- de música sinfônica, eletroacústica, cênica,
de câmara - acontecem em três palcos cariocas, de 20
e 29 de outubro.
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