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Exposição - Arte
Nuno Ramos
Centro Cultural Hélio Oiticica - RJ
Ligia Canongia
Foto:
DIVULGAÇÃO
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Nuno Ramos é
um dos artistas paulistas mais conceituados da atualidade. Começou
sua trajetória nos anos 80, unindo-se a um grupo de pintores
conhecido como Casa 7. Foi o período em que os artistas tentavam
resistir aos extremos da arte conceitual da década anterior
e que constituiu o boom mundial da pintura. Logo, a pintura de Nuno
assumiria feições alegóricas, com a superfície
invadida por volumes monumentais. E ele não se resumiu ao
gênero, avançando para a escultura, a fotografia e
as instalações, como 111 (1992), uma alegoria da chacina
dos presidiários do Carandiru, em São Paulo. Sua obra
ganhou notoriedade internacional e logo se projetou em eventos do
porte da Bienal de São Paulo (participou de três) e
da de Veneza. Nesta última, exibiu em 1995 uma gigantesca
escultura de alumínio, Craca, que teve a sorte de não
ser instalada no píer do MAM do Rio, como era seu destino
- o píer foi destruído por uma ressaca.
O artista está
realizando uma retrospectiva no Centro Cultural de Arte Hélio
Oiticica, no Rio de Janeiro, até 27 de novembro, e é
o primeiro de sua geração a ter uma avaliação
pelo conjunto da obra. Estão presentes trabalhos que perfazem
15 anos de produção, mostrando a diversidade de meios
e matérias que abarcou, e sua permanente inquietação
com os limites entre a forma e o informe. Na mostra está,
por exemplo, o surpreendente livro-objeto Bala, em que Nuno Ramos
perfurou 800 páginas em branco com a trajetória de
um tiro. Aqui é representada ainda a passagem, o caminho
percorrido no tempo, que deixa sua impressão no papel, como
numa gravura.
Diversidade visual
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