|
Cinema - Suspense
O Sexto Sentido
Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Collette
Marina Person
Chega aos cinemas
de todo o Brasil neste fim de semana um páreo duro para o
blockbuster A Bruxa de Blair. Não tão
alardeado quanto o independente, mas tão arrepiante, assustador
e surpreendente quanto. Sexto Sentido é tudo isso, pode ir
sem susto. Ou melhor, susto é o que não vai faltar.
Mesmo quem não acha filmes de terror muito mais divertidos
que o trem-fantasma do parquinho vai recuperar a fé no gênero,
que, antes dessas duas estréias, realmente andava meio desgastado.
Essa é
a história de um psicólogo infantil, Dr. Malcolm Crowe
(Bruce Willis, Armageddon), que trata de um garoto de 8 anos, Cole
Sear (Haley Joel Osment, o Forrest Jr. de Forrest Gump). Além
de problemas emocionais, o menino tem um comportamento psicótico
e constantemente aparece com ferimentos no corpo. Os sintomas são
muito semelhantes a um outro paciente que Dr. Malcolm teve anos
atrás. Infelizmente, esse tratamento terminou em tragédia
e o médico sente que precisa ajudar Cole para se livrar do
sentimento de culpa e evitar que as coisas acabem mal uma segunda
vez.
O Sexto Sentido
(que faturou quase US$ 250 milhões em bilheteria só
nos EUA), tem um roteiro engenhoso e consegue ser imprevisível,
qualidade rara para um filme hollywoodiano desse porte. É
também um filme que, para causar surpresa, não engana
o espectador, o que é muito comum. Não parece, às
vezes, que o diretor inventou qualquer coisa de última hora,
para dar uma reviravolta final, esquecendo que estávamos
ali desde o começo do filme? Aqui a impressão que
temos é que as dicas estavam todas lá e nós
é que não percebemos.
Além
disso, a atuação de Haley Joel Osment já vale
o filme. O garoto, do alto dos seus 11 anos, dá um show de
interpretação, cheia de pequenas nuances. Não
é fácil convencer o público adulto que você
vê fantasmas nem que você tem uma personalidade paranóica
ou psicótica. Dizem até que Haley corre o risco de
receber uma indicação ao Oscar. Não duvide,
ele merece. Bruce Willis também não fica atrás.
Ele é um dos poucos atores que, ao dividir a tela com uma
criança, não a trata com paternalismo. Mesmo porque,
a estrela do filme é Haley Joel Osment, e ele sabe disso.
Imprevisível e aterrorizante
|