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Livros - Biografia
Gente do
Século - Jacqueline Kennedy
(Brinde da edição 13 da revista IstoÉ Gente - Editora
Três)
Paula Alzugaray
Uma infância
debruçada sobre cavalos, literatura européia e o cultivo
do hábito de escrever e pintar foi decisiva para a formação
de um estilo que, somado ao carisma natural, criaria um dos maiores
mitos do século 20. Jacqueline Lee Bouvier montou pela primeira
vez num cavalo com um ano de idade. Aos seis, já dominava
totalmente um garanhão. O mesmo não pode ser dito
de seu casamento com John Fitzgerald Kennedy, um mulherengo convicto.
Tanto quanto Black Jack, pai de Jackie, com quem ela já havia
aprendido que os homens tinham uma propensão inata
para a infidelidade. Nem por isso, deixou de se apaixonar
por eles e, à sua maneira, controlava-os.
A história
de Jacqueline Kennedy inaugura a série Gente do Século,
uma coleção de biografias com algumas das personalidades
mais polêmicas e instigantes do Brasil e do mundo. Os livros,
com fotos que marcaram a vida dessas pessoas, foram especialmente
produzidos por Gente. A imagem fotográfica de Jackie era
sempre a de uma mulher altiva, segura e independente, que parecia
nunca ter dado um passo em falso. Os detalhes da biografia escrita
pelo jornalista Francisco Viana confirmam as aparências.
Apesar do berço
de ouro e de uma educação formatada para a carreira
de dona de casa, Jacqueline investiu na originalidade. Tornou-se
repórter de jornal e acabou seduzindo o então senador
John Kennedy durante uma entrevista. Com o marido eleito para a
Presidência dos EUA, em 1960, inaugurou a mística da
primeira-dama jovem e moderna, quebrando protocolos, cultivando
amizades com artistas e intelectuais como Truman Capote, Andy Warhol
e Tennessee Williams e transformando a Casa Branca numa espécie
de Palácio de Versalhes americano.
Cinco anos depois
da morte de Kennedy, voltou a surpreender. Desafiou a opinião
pública de seu país decidindo casar-se novamente com
o milionário grego Aristóteles Onassis, traindo
a imagem que os americanos faziam dela, segundo o jornal The
New York Post. Para garantir seu modo de vida, exigiu um contrato
nupcial de 168 cláusulas que lhe davam garantias financeiras
de US$ 3 milhões e o direito de viajar sem ter de dar satisfações
ao marido.
Sem trair seu
espírito independente, Jackie nunca renegou a importância
dos homens em sua vida. Casou-se três vezes, foi dona de casa
e mãe exemplar - que preservou Caroline e John Jr. dos holofotes
- e morreu como Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis, sem incorporar
o nome de seu terceiro marido, o financista Maurice Tempelsman.
História notável de uma mulher inesquecível
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