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12/11/2001
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CARREIRA
STÊNIO
GARCIA
Nas águas do sucesso - CONTINUAÇÃO
| Fotos:
Leandro Pimentel |
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| “Vamos
ver se você vai agüentar ficar no harém, porque o homem aqui
é brabo!’’ Stênio Garcia, ao responder as cantadas que vem recebendo
desde que começou a interpretar o árabe Ali em O Clone |
Desde
o ano passado, quando comprou a propriedade, ele está associado
ao Ibama para preservar a bela natureza do local. Na empreitada,
encontrou um aliado de peso, o cantor Zeca Pagodinho, que também
é dono de vários sítios em Xerém. Juntos,
eles organizam mutirões de limpeza dos rios e tentam convencer
a população a contribuir para o fim da poluição
das águas. Tanto empenho fez com que Stênio fosse convidado
por Zito, prefeito de Duque de Caxias, da qual Xerém é
distrito, para assumir o cargo de secretário municipal de
Meio Ambiente. O ator, que num primeiro momento ficara balançado
com a proposta, recusou a oferta. Quero fazer por idealismo
e não por obrigação, justifica.
Até
as filhas não escaparam do estilo natureba do pai. Os livros
de botânica de Stênio serviram de inspiração
para batizar Cássia, 27 anos, e Gaya, 26. Os nomes são
tipos de flores. Elas são fruto do segundo casamento do ator,
com a ex-modelo Clarisse Piovesan. O ator se desmancha ao falar
das filhas. Ausente na educação delas por conta da
carreira, quer recuperar o tempo perdido. Colocou o sítio
em nome das filhas e está construindo uma confecção
de roupas no local para as duas. Stênio mantém um bom
relacionamento com as quatro ex-mulheres. A única com quem
não tem mais contato é Gisela Sá, a terceira
mulher. A última antes da atual, Márcia Barros, que
acaba de ter neném, recebeu recentemente a visita do ator.
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| O
sítio de Stênio Garcia, na baixada fluminense, virou santuário
ecológico. Vizinho do cantor Zeca Pagodinho, o ator cria gado
e cavalos no local, onde também cultiva dois pomares. O ator
não bebe, não fuma e diz que o budismo o ajuda a manter a vitalidade.
Agora ele está construindo uma pirâmide para meditar |
Ultimamente,
o sítio tem sido o seu refúgio. É lá
que ele busca a tranqüilidade necessária para decorar
setenta páginas do roteiro por semana. Integrante do elenco
de A Padroeira, Stênio teve que deixar a novela e foi
escalado às pressas para O Clone diante da dificuldade
de Glória Perez de reunir nomes de peso por causa da debandada
de estrelas para a novela As Filhas da Mãe, de Silvio
de Abreu. O muçulmano Ali acabou por transformar-se num
dos destaques da novela e num dos maiores sucessos do ator. Dedicação
não lhe falta. Stênio já leu mais de 20 romances
árabes e o Alcorão. No mês que passou no Marrocos,
cantou a primeira oração islâmica junto com
a multidão que rezava. Os laços com a cultura árabe
remontam a sua infância. Ele trabalhava em um restaurante
típico e aprendeu a cozinhar alguns pratos. Melhor para Marilene
que, apesar de ser neta de libaneses, não se arrisca no fogão.
A tarefa fica a cargo do marido. Sem problemas, afinal Stênio
já fez curso de culinária. Cursou também bordado,
pára-quedismo, alpinismo, reabilitação de cegos
e por aí vai. Tudo para não ficar parado.
Assim
que a novela acabar, ele pretende repetir a experiência de
dar a volta ao mundo que realizou há quinze anos. Desta vez,
terá a companhia da mulher. Antes, porém, verá
sua vida e carreira serem contadas na biografia Trilhas... Pegadas
no Palco e Pegadas na Vida: Stênio Garcia, escrita pela historiadora
Rosângela Guarçoni. Previsto para ser lançado
em abril, na comemoração dos 70 anos do ator e com
prefácio do amigo Antônio Fagundes, o livro é
uma homenagem de sua terra natal, Mimoso do Sul, no Espírito
Santo. Ele merece.
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