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| LILIAN
WITE FIBE |
12/11/2001
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“As
pessoas me querem na tevê”
Há um ano na internet, ela quer estar em outras mídias e diz
que todo dia lhe perguntam por que deixou a Globo
Juliana
Lopes
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Ricardo Giraldez
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| “Era
muito alijada da rotina familiar quando estava na Globo”, diz
Lilian |
Os
olhos não param de examinar o relógio. As mãos
são ágeis e quase trêmulas. Cada palavra vem
rapidamente seguida de outra e por vezes ela fica ofegante. A conversa
com Lilian Wite Fibe, 48 anos, acontece no ritmo de quem convive
com adrenalina 24 horas por dia e gosta disso. Quando o trabalho
começa a ficar monótono ou se acho que aprenderei
mais em outro lugar, troco de emprego sem medo, diz a jornalista,
que saiu do Jornal da Globo, em maio de 2000, sem saber para
onde ia. Este mês completa um ano à frente de um site
de notícias do Portal Terra, onde apresenta o Jornal da
Lilian. Mas não pretende parar aí. Quer voltar
para a tevê e talvez até para a imprensa escrita. Mantém
conversas com o Terra para negociar a parceria de seu produto com
outros meios de comunicação. Mãe de dois filhos,
casada há 22 anos com o jornalista Alexandre Gambirasio,
Lilian continua a mesma apesar de estar longe das madrugadas: workaholic,
exigente e, por vezes, temida pelos colegas. Pergunte a eles
como eu sou, disse, com sorriso nos lábios, referindo-se
a seus repórteres, editores e produtores, sentados bem perto
de sua mesa. Quando meu filho era pequeno, ele me chamava
de hi, Hitler.
Você
está trabalhando menos?
Mesmo se chego em casa mais cedo continuo dormindo notícia,
acordando notícia, vendo a imprensa internacional, Le
Monde, CNN, internet. Tem que ficar atualizado em tudo. Uma
pesquisa do Terra detectou que o grande leitor do portal é
o público mais novo. Por isso, ampliei os assuntos, falo
também de jovens.
Qual a diferença de trabalhar em internet?
A interatividade. Recebemos perguntas que falam de saúde
a guerra e temos retorno da notícia que colocamos no ar.
É interessante. Sei mais para quem estou falando hoje. Além
do vídeo, temos o áudio e o texto escrito. Televisão
é um monólogo, é uma mídia de mão
única.
O
público de internet é mais restrito do que o de televisão.
Isso a incomoda?
De forma alguma. Continuo fazendo o meu trabalho apaixonadamente,
fazendo título, perguntando direito. Não tenho o menor
deslumbramento com televisão. Se eu tivesse essa ilusão,
não teria saído da Globo. Tem gente que não
sai da Globo de jeito nenhum, com o inconfessável receio
de não ser mais uma pessoa de vídeo. Vejo as coisas
de forma mais ampla, viajo, leio a imprensa internacional. Fui treinada
pela imprensa escrita, e trabalhei na década de 70 na Gazeta
Mercantil, que era minúscula.
próxima
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