|

Caricaturistas
Brasileiros
Requinte
e escárnio da caricatura nacional em livro e mostra
Paula
Alzugaray
|
Divulgação |
 |
| Caricaturistas
Brasileiros: de Álvarus (à esq.) a Chico Caruso |
Se
as personalidades brasileiras dos últimos 20 anos circularam
pela Avenida Brasil de Paulo Caruso (charge publicada
semanalmente em IstoÉ), as figuras públicas
dos dois últimos séculos desfilam com toda
pompa e escárnio pelas páginas do livro Caricaturistas
Brasileiros: 1836 2001 (editora Contra Capa, 216 págs.,
R$ 80). E para quem quer ver ao vivo e em cores os originais e as
impressões de época dos gênios da sátira
nacional, a exposição no Instituto Cine Cultural reúne
120 desenhos de alguns de nossos mais influentes caricaturistas.
Em
geral, a importância de um caricaturista é vinculada
à sua influência na imprensa. Faltava um livro que
fizesse jus à sua capacidade artística, diz
o livreiro Pedro Corrêa do Lago, autor do livro e curador
da exposição. Nas paredes da retrospectiva, o marco
zero da caricatura nacional 1836 é demarcado
pelos desenhos de Araújo Porto-alegre. Seguem-se Agostini,
o mais célebre satirista do Império, e Rian, a única
mulher entre os 40 mais da caricatura brasileira. No
entanto, Rian renderia um livro à parte, já que se
tratava de ninguém menos que Nair de Teffé, a primeira-dama
do País, casada com o Marechal Hermes da Fonseca.
Página
a página sucedem-se personagens que espelharam gerações,
como Juca Pato (de Belmonte), o Amigo da Onça (de Péricles)
e a Supermãe (de Ziraldo). O sabor de atualidade está
na charge de Bin Laden versus os heróis americanos,
assinada no mês passado por Chico Caruso. O fino da bossa
Instituto
Cine Cultural Av. Rebouças, 3507, São Paulo,
(011) 3819 1666.
Até 8 de fevereiro de 2002
|