| |
|
12/11/2001
|
por
Tiago Ribeiro
Raí
Em 1984, aos 17 anos, com a camisa do Botafogo
de Ribeirão Preto, Raí ensaiava os primeiros passos
nos gramados brasileiros. Hoje, com 36, prepara-se para a partida
de despedida como jogador de futebol
| Marcelo
Liso/João Pirres/ AE |
 |
O retrato
de 1984 desperta saudade em Raí Souza Vieira de Oliveira.
Essa foto foi tirada durante a Taça São Paulo
de Juniores, lembra. Eu jogava pelo Botafogo de Ribeirão
Preto e foi o primeiro campeonato de maior expressão que
disputei. Raí tem motivos para o saudosismo. Longe
dos gramados desde julho do ano passado, ele voltará a calçar
as chuteiras no sábado 10. Aos 36 anos, fará oficialmente
sua partida de despedida do futebol. O evento terá a França
como palco. Será uma festa para encerrar a carreira
em grande estilo, anuncia. Faz três anos que não
piso em gramados franceses. Será também seu
reencontro com a torcida. Ex-artilheiro do Paris Saint-Germain,
morou de 1993 a 1998 em Paris. Foi campeão francês
e bicampeão da Copa da França. Mostrou talento suficiente
para deixar de ser apenas o irmão mais novo de outro craque,
Sócrates. Raí ganhou tudo o que um jogador de futebol
almeja. Foi cinco vezes campeão paulista, campeão
brasileiro, bicampeão sul-americano, bicampeão mundial
interclubes e campeão mundial com a seleção
brasileira em 1994. Longe da bola, dedica a maior parte do tempo
à Fundação Gol de Letra, fundada por ele e
pelo amigo e jogador Leonardo. Apesar da despedida na França,
não descarta a possibilidade de voltar a trabalhar com futebol.
No momento estou sem tempo devido à fundação,
mas quando as coisas estiverem mais tranqüilas, quem sabe?
|