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22/10/2001

AUTOMOBILISMO

FELIPE MASSA
Candidato a campeão
O brasileiro que dominou a Fórmula 3000 européia
vai disputar a Fórmula 1 no ano que vem com fama
de piloto arrojado

Cesar Guerrero

Pisco del Gaiso/ Fotosite
Felipe Massa, que já vendeu cerveja para bancar o esporte, foi capa da Auto Sprint

Há um mês, a revista italiana Auto Sprint, especializada em automobilismo, apontou o brasileiro Felipe Massa, 20 anos, como provável sucessor de Ayrton Senna. Recém-contratado pela equipe Sauber de Fórmula 1, o piloto protagonizou um verdadeiro show no campeonato europeu de F-3000 deste ano. Na última prova, o GP da Espanha, em Valência, no domingo 14, Felipe venceu a corrida e marcou a volta mais veloz. O domínio do brasileiro foi uma rotina nas pistas de F-3000. Ele venceu seis das oito provas e conquistou o título somando quase o dobro dos pontos do segundo colocado. “Não gosto de ficar atrás. Ou ultrapasso, ou vou para a grama”, afirma Felipe. “O Schumacher que me desculpe, mas não vou afinar na hora de disputar uma curva na F-1.”

Felipe acelerou um Fórmula 1 pela primeira vez, no dia 18 de setembro, em Mugello, na Itália. Era apenas um teste, mas o estreante deu a volta completa na pista em 1min23s79. Tempo melhor do que a última marca do tetracampeão Michael Schumacher no mesmo circuito. Com a saída do finlandês Kimi Räikkönen da Sauber, a opção pelo brasileiro foi quase natural. “Ele mostrou um potencial notável”, disse o dono da equipe, Peter Sauber. A impressão que Felipe causou foi tão forte, que ele não terá de trazer patrocinadores para a equipe, o que é quase uma praxe para os pilotos estreantes. Sua única preocupação é empacotar a bagagem. Ele vai disputar uma prova de superturismo na pista de Estoril, em Portugal, no domingo 21, e em seguida embarca para Londres, onde fará um curso intensivo de inglês a pedido da Sauber. “Meu inglês não é muito bom”, reconhece.

O piloto nasceu em São Paulo e cresceu na cidade de Botucatu, no interior paulista. Aos nove anos, viajava toda semana para a capital paulista para aprender os segredos do kart. “Era o auge da carreira do Senna”, lembra Felipe. O pai, Luís Antônio Massa, 46 anos, dono de uma empresa que fabrica bancos de plástico para ônibus, incentivou a carreira. “Mas quando ele ia mal na escola eu não deixava ele correr”, diz Luís. Por conta das notas baixas, Felipe perdeu duas etapas do campeonato paulista de Micro Kart em 1990. E ainda assim terminou o ano em 4º lugar. “Ele nunca gostou de estudar, só queria saber de automobilismo”, revela Luís. Felipe cursou seis meses de Propaganda e Marketing, na Faculdade de Belas Artes em São Paulo, mas abandonou o curso para disputar o campeonato italiano de Fórmula Renault no ano passado.

Atualmente, o brasileiro divide um apartamento de dois quartos com outro piloto, em Viareggio, nos arredores de Florença. O apartamento e todas as despesas, que chegam a R$ 4 mil, são bancadas pela equipe de F-3000. A escuderia também paga uma academia especializada no treinamento físico de pilotos que sai pela bagatela de R$ 15 mil por ano. Mas nem sempre foi assim. Apesar de ser filho de empresário, Felipe chegou à Itália com patrocínio apenas para as primeiras etapas da Fórmula Renault. Para completar o orçamento, trabalhou como lixador numa oficina mecânica. “Uma vez eu saí vendendo duas mil garrafas de cerveja que ganhei como prêmio por uma pole-position”, recorda. Mesmo com todos os contratempos o brasileiro venceu o campeonato italiano e europeu de Fórmula Renault. “Eu corro para ganhar, não quero ser apenas mais um”, avisa.

 

OS BRASILEIROS NAS PISTAS
 
Luciano Burti (1), Hélio Castro Neves (2), Cristiano da Matta (3), Bruno Junqueira (4), Tony Kanaan (5), Nelson Ângelo Piquet (6), Antonio Pizzonia (7) e Ricardo Zonta (8).
 
Após a morte de Ayrton Senna, em 1994, o Brasil voltou a vencer na Fórmula 1 apenas uma vez. Foi no ano passado, com Rubens Barrichello, quando o brasileiro conquistou a primeira e única vitória na categoria no GP da Alemanha. Aos 29 anos, Rubinho já não é mais o jovem promissor que estreou na F-1, em 1993, na equipe Jordan. Além dele, Christian Fittipaldi,
Pedro Paulo Diniz e Tarso Marques passaram pela categoria sem resultados expressivos. Atualmente, na F-1, além de Rubinho, há três brasileiros: Ricardo Zonta, terceiro piloto da Jordan, Luciano Burti, da Prost GP, e Enrique Bernoldi, na Arrows. A Fórmula Mundial (antiga Indy), por sua vez, transformou-se num refúgio para os brasileiros que não conseguem vaga na F- 1. É o caso de Christian, Tony Kanaan, Hélio Castro Neves, Cristiano da Matta e Bruno Junqueira, além dos veteranos Maurício Gugelmin, Roberto Pupo Moreno e Gil de Ferran. Campeão em 2000, Gil lidera a temporada atual e é o grande favorito ao título deste ano. Já Castro Neves venceu as 500 Milhas de Indianápolis e foi apelidado nos Estados Unidos de Homem-Aranha, pela forma como comemora as vitórias: pendurado nos alambrados próximos à arquibancada. Além de Felipe Massa, o amazonense Antonio Pizzonia, o “Jungle Boy”, que corre na F-3000 Mundial, também encabeça a lista das esperanças do automobilismo nacional. Dentro de alguns anos, pode-se apostar ainda no jovem Nelson Ângelo Piquet, de apenas 16 anos, que atualmente disputa a Fórmula-3 Sul-Americana.

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