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NOVELA
O
Clone
Murilo Benício perde para a tecnologia
e Giovana Antonelli aproveita cenários e figurino perfeitos
Neuza
Sanches
| Divulgação |
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Giovana
Antonelli: resquícios de Capitu e amor impossível
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O Oriente,
com suas lendas e tradições exóticas, sempre
fez parte das fantasias do homem ocidental. Há 40 anos, a
telenovela brasileira explorava esse filão, época
áurea de Glória Magadan. Em O Clone, Glória
Perez idealizou uma trama que contrastasse este passado tradicional
com a mais vanguardista e polêmica tecnologia: a clonagem
humana. É no Marrocos que nasce uma história de amor
aparentemente impossível, devido ao choque de culturas entre
Lucas (Murilo Benício) e Jade (Giovana Antonelli), jovem
descendente de uma numerosa família islâmica.
Giovana
é daquelas atrizes que a cada cena mergulha mais profundamente
no personagem. Talvez por isso ainda guarde alguns traços
da Capitu de Manoel Carlos em Laços de Família.
Mas, justamente por esta característica, tem tudo para fazer
de Jade um tipo remarcável, auxiliada pela perfeição
dos cenários e do figurino.
A
Murilo Benício cabem os papéis dos gêmeos Diogo
e Lucas, além do clone Leandro. Aos 32 anos na vida real,
ele terá de convencer tanto como um jovem de 18, idade do
personagem clonado, quanto como um homem de 40, registro de nascimento
de Lucas. Ou seja, Murilo fica com a maior parte do trabalho braçal
e ninguém deve esperar dele algo além disto. No primeiro
capítulo, o ator perdeu para a tecnologia -- os efeitos especiais
dos encontros entre os irmãos gêmeos estavam impecáveis
e se sobrepuseram à atuação de Murilo. Vera
Fischer voltou como sempre, bela e competente no que faz.
Com
direção de Jayme Monjardim, Marcos Schechtman e Teresa
Lampreia, O Clone deve ainda colher os frutos do atual interesse
da população brasileira pelo mundo árabe, decorrência
natural do atentado terrorista ao World Trade Center, em Nova York.
O galã é o ponto fraco
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