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08/10/2001
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por
Tiago Ribeiro
Galvão
Bueno
| Arquivo
pessoal |
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| Galvão
Bueno considera a cabine de transmissão dos jogos de
futebol um santuário profissional. Ali dentro,
acima de tudo, eu fico pilhado. Toma muita água
e só fuma do lado de fora da sala. Será assim
domingo 7, quando estiver transmitindo a partida decisiva do
Brasil contra o Chile, pelas eliminatórias da Copa do
Mundo |
Já
imaginou ligar a televisão e dar de cara com um cabeludo
Galvão Bueno narrando as partidas da Seleção?
Essa foto, de 1974, foi tirada no Torneio Ramón de
Caranza, na Espanha, lembra o narrador esportivo mais famoso
e polêmico do Brasil. Eu tinha 24 anos e trabalhava
para a Rádio Gazeta como comentarista. Foi a primeira vez
que viajei para uma cobertura internacional. Quanto à
cabeleira, Galvão atribui às inquietações
da época. Usei cabelo comprido por muito tempo porque
fazia parte do layout da juventude, justifica. Era uma
maneira de dizer eu ando do jeito que eu quero.
Vaidoso assumido, aos 51 anos, Galvão Bueno parece outra
pessoa.
| Silvana
Garzaro |
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Aparece
alinhadíssimo nas transmissões da Rede Globo, com
terno, gravata e gel para fixar o penteado. Também não
hesitou em recorrer à cirurgia plástica para melhorar
o visual. Sempre
fui atleta, mas depois dos 30 anos comecei a engordar, diz.
Submeteu-se à lipoaspiração, no ano passado,
nas pálpebras. Fiz por questões estéticas
e em respeito ao telespectador. Casado pela segunda vez, pai
de quatro filhos, prepara o coração para a partida
decisiva da seleção brasileira no domingo 7, contra
o Chile, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Se o
Brasil ganhar, está classificado, mas não precisava
ter sido assim, lamenta. Seria mais fácil se
as convocações não tivessem sido equivocadas
e se não houvesse tanta política envolvida.
Admirador de Ronaldinho, Galvão tem certeza de que o atacante
da Inter voltará a ser um grande jogador. Ele é
uma jóia do futebol mundial, elogia. A Seleção
precisa muito desse garoto.
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