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01/10/2001

MÚSICA

Todos os tons de Gal Costa - CONTINUAÇÃO

Luís Edmundo Araújo, de Salvador

 
Doces Bárbaros: com Bethânia, Caetano, Gal e Gil nos anos 70

Aos 55 anos, a cantora que já posou nua e abusou de figurinos sensuais em shows continua vaidosa. O regime estipulado pelo endocrinologista paulista Ricardo Peres – de 1.200 calorias diárias – não é o primeiro e, tudo indica, nem será o último. “Sempre tive problemas de engordar. Fiz dieta minha vida inteira.” Seis quilos sumiram de sua balança nos últimos três meses. Ela quer perder mais quatro até novembro e faz uma hora diária de exercícios na esteira em casa. Tanto esforço para se manter em forma parece não ter relação com preocupações com a passagem do tempo. Sem pensar muito antes de responder, a cantora garante que nunca passou por qualquer crise, seja dos 40 ou dos 50. “Me sinto jovem, saudável e bem. Se passei por alguma crise, nem percebi”, diz.

 
Com o violonista Marco Pereira, com quem ficou casada por dois anos

Solteira, apesar de ressaltar que “sozinha a gente nunca está”, Gal só se aborrece com episódios como o das críticas recebidas por apoiar o ex-senador Antônio Carlos Magalhães durante as investigações das denúncias sobre a violação do sigilo nas votações no Senado, que culminaram com sua renúncia. Em maio, Gal participou de um ato em solidariedade a ACM na Bahia. Posou para uma foto com ele ao lado da escritora Zélia Gattai. Pelo gesto, levou uma saraivada de críticas que chegaram, inclusive, ao seu correio eletrônico pessoal. “Recebi mensagens de pessoas muito irritadas, algumas até grosseiras comigo. Havia uma postura fascista, faz parte do patrulhamento essa coisa de você ir com toda a raiva em cima de uma pessoa.”

AE
Ousadia: em 1994, polêmica dos seios em show dirigido por Gerald Thomas

Apoio a ACM Apesar disso, a cantora garante que faria tudo de novo hoje e atribui os petardos a um grande mal-entendido. “Não dei apoio político a Antônio Carlos Magalhães. Fui dar meu apoio moral ao homem que fez muito pela cultura da Bahia.” Considera, porém, correto ACM ficar sem mandato: “Ele mereceu. Foi cassado. Está mais do que certo. Acho que a impunidade nesse país tem que acabar”. E expõe a mágoa pela maneira como foi tratada: “Nunca mamei nas tetas do governo. Acho que as pessoas tinham que avaliar todo um histórico de artista e pessoa íntegra.”

As críticas a seu último disco, cujo lançamento foi adiado de junho para agosto justamente por causa do episódio ACM, também a incomodaram. Questionada sobre o excesso de regravações, Gal escora-se em divas da música americana, como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday, que regravaram canções de seus repertórios em vários momentos das carreiras. Para realçar sua opinião, chega a dispensar elogios a sua obra. “Alguns dizem que minha primeira gravação de ‘Índia’ é definitiva. Não concordo. A idéia de reconstruir isso é importante.” O tema, o amor, foi sugestão de Daniel Filho, que a dirigiu no CD e irá dirigi-la nos shows, previstos para o final do ano: “Num disco, a palavra final é do cantor, principalmente no caso de uma Gal. Você tem de ouvi-la primeiro antes de dar opinião”, diz ele.

Leandro Pimentel
“Elas têm potencial, mas, na minha opinião, nossa geração é imbatível’’ Gal Costa, sobre a nova safra de cantoras como Cássia Eller e Zélia Duncan

Se hoje tem de explicar por que optou pelas regravações, Gal já foi criticada por apresentar algo totalmente diferente do esperado. Em 1994, chamou Gerald Thomas para dirigi-la no espetáculo O Sorriso do Gato de Alice. O resultado: muitas polêmicas e algumas vaias para a direção do show no qual ela mostrava os seios à platéia. Nada que tenha intimidado a artista. Até hoje, ela considera aquele espetáculo um marco no showbusiness brasileiro. “Não adianta. Quando faço algo ousado, reclamam. Quando não faço, dizem que eu tenho que fazer”, resigna-se. Gerald derrama-se em elogios: “Não há nenhuma voz tão pura no mundo. As imitadoras tentam, mas, coitadas, não chegam perto”.

O mesmo ímpeto usado para defender seus shows vale quando o assunto é a elaboração do repertório de seus discos. Há 13 anos na mesma gravadora, a BMG, a libriana Gal Costa já teve de impor suas opiniões. Diz nunca ter tido grandes conflitos no mercado fonográfico, mas cita ocasiões em que teve que ‘se posicionar’. Lembra de quando sua antiga gravadora, a Universal, quis tirar a música “Borzeguim”, de Tom Jobim, do disco Minha Voz. “Disse que não ia tirar e não tirei.” É também com objetividade que a diva da MPB analisa a nova geração de cantoras brasileiras. “O rock que a Cássia Eller faz é muito bom. Da Zélia Duncan, gosto do timbre da voz, um timbre grave.” Questionada se a safra atual pode alcançar o nível dela, de Maria Bethânia e Elis Regina, Gal é clara: “Elas têm potencial, mas, na minha opinião, nossa geração é imbatível”. Para Zélia Duncan, essas palavras bastam. “Fico feliz só em saber que a Gal gosta do meu timbre.”

A cantora que hoje inspira tanta admiração já esteve do outro lado. Em 1963, conheceu o ídolo João Gilberto, que estava com a mulher, Miúcha, na Bahia. Os três foram para a casa do cronista social Silvio Lamer, onde João Gilberto começou a cantar ao violão. Reparando na morena que o assistia com veneração, João perguntou qual era o tom dela. Tocou, então, “Mangueira” e pediu para Gal cantar. Foi a primeira de uma série de músicas interpretadas pela baiana, que nunca havia cantado profissionalmente. “Fui cantando e ele não falava nada. Fui ficando aflita, achando que ele estava odiando, porque eu estava muito nervosa”, conta Gal. No fim da sessão, João Gilberto parou, olhou para ela e disse as palavras que faltavam para a jovem intérprete deixar a Bahia e tentar a carreira artística no Rio. “Você é a maior cantora do Brasil.”

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