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01/10/2001

MÚSICA

Todos os tons de Gal Costa
Sob críticas por causa das regravações do novo disco, a cantora diz que sua geração de intérpretes é imbatível, revela que não pôde ter filhos e reafirma o apoio a ACM

Luís Edmundo Araújo, de Salvador

Fotos: Leandro Pimentel
“Tinha loucura para ter um filho. Fiz todos os exames e vim a saber que eu tenho um entupimento nas trompas. Tem uma pequena passagem, mas muito estreita. Seria difícil ficar grávida naturalmente’’
Gal Costa

Um corredor leva à ampla sala de paredes envidraçadas, com uma vista deslumbrante do mar da Bahia, na casa de Gal Costa, um antigo hotel no Morro da Paciência, em Salvador. No local, decorado predominantemente em branco, os sofás de estilo moderno dão um ar de simplicidade elegante à sala de dois ambientes. À vontade, a cantora nem de longe parece alguém que foi alvo de ataques por defender o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, ou que acabou de receber críticas negativas de seu novo disco (De Tantos Amores, o 26º da carreira), com várias regravações de seu repertório. Gal parece de bem com a vida. “Sempre gostei dessa casa. Tive a oportunidade de comprar e vim morar aqui. Não planejei nada”, comenta ela.

Antes de posar para fotos, Gal avisa que vai comer algo e segue para a cozinha. Enquanto a conversa flui – entre uma garfada e outra de frango com legumes, obra da dieta que a fez perder seis quilos nos últimos três meses –, começam a surgir revelações. “Tinha loucura para ter um filho, muito desejo mesmo”, conta. O sonho de ser mãe, porém, não pôde ser realizado. Em 1993, quando vivia com o violonista Marco Pereira, com quem ficou casada durante dois anos, Gal descobriu que não podia engravidar. “Fiz todos os exames e vim a saber que eu tenho um entupimento nas trompas. Tem uma pequena passagem, mas muito estreita. Seria difícil ficar grávida naturalmente.”

Gal está escrevendo sua autobiografia: “Escrevo lembranças da minha vida, coisas do momento e vou armazenando. Sento em frente ao computador e deixo a coisa sair”, conta

Esta é uma história que deverá constar da autobiografia que Gal está escrevendo. “Baianamente”, é claro, sem compromisso com prazos ou com a ordem cronológica dos fatos, embora dedique-se ao projeto três vezes por semana. “Escrevo lembranças da minha vida, coisas do momento e vou armazenando. Sento em frente ao computador e deixo sair. Depois dou uma arrumada”, conta a cantora, que admite chamar alguém para lapidar o texto final do futuro livro.

Quando ficar pronta, a autobiografia de Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gracinha, que saiu de Salvador em 1965 para tentar viver de música no Rio de Janeiro, também terá histórias como as do tempo em que virou nome de praia carioca. Era fim dos anos 60 e início dos 70, quando as Dunas da Gal, em Ipanema, tornaram-se ponto de encontro de artistas, intelectuais e de quem procurava uma ilha de liberdade na ditadura militar. Musa do local, vivenciou tudo o que se passou por ali. Ou quase tudo. Das drogas que rolavam à vontade nas Dunas, só experimentou maconha. Uma vez para nunca mais. “Fumei e detestei logo. Dá uma sensação de distanciamento de que não gostei. Já sou muito louca sem consumir nada.”

Seu último disco, com várias regravações, não foi bem aceito pela crítica: “A palavra final é do cantor, principalmente no caso de uma Gal. Você tem de ouvi-la primeiro antes de dar opinião”, diz Daniel Filho, que dirigiu a cantora

Naquela época, Gal não era apenas a musa da praia. Já reconhecida nacionalmente, a cantora acabou assumindo, meio sem querer, o posto de representante do Tropicalismo no País. Com Caetano Veloso e Gilberto Gil exilados pelo regime, a imagem do movimento revolucionário criado pelos baianos tornou-se aquela morena de cabelos enormes e roupas esquisitas. “Não tinha noção dessa história de eu ter ficado no Brasil representando o Tropicalismo, como um pára-raios. Hoje tenho uma consciência mais inteira do que aquilo representou.”

Gal é taxativa quando comenta os motivos que a transformaram, junto com Gil, Caetano e Maria Bethânia, nas estrelas do movimento que reuniu outros artistas, hoje sem tanta expressão nacional, como Tom Zé. “Somos um grupo que, por acaso, saiu junto da Bahia para tocar nossas carreiras no Sul. Depois fizemos os Doces Bárbaros, mas acho que cada um de nós tem sua marca, que é muito importante para o Brasil.” Do convívio intenso entre os quatro naquela época, ficou uma amizade que perdura até hoje. “Não nos vemos com tanta freqüência como antes, mas estou com eles sempre que posso”, diz ela, há cinco anos vizinha de Caetano no Morro da Paciência.

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