Clique para ver a capa ampliada
EDIÇÃO 112
 CAPA
 ÍNDICE
 Exclusivo Online
 BATE PAPO
 GALERIA DE FOTOS
 JOGOS E TESTES
 MULTIMÍDIA
 QUIZ
 SEÇÕES
 ACONTECEU
 AGITO
 BASTIDORES
 CELEBRIDADE
 DIVERSÃO & ARTE
 ENTREVISTA
 ESTILO
 EXCLUSIVAS
 IMAGENS DA SEMANA
 INTERNET
 MODA
 MUNDO
 QUEM SOU EU?
 REPORTAGENS
 URGENTE
 SERVIÇOS
 ASSINATURAS
 ASSINE NEWSLETTER
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ESPECIAIS
 EXPEDIENTE
 FALE CONOSCO
 PUBLICIDADE
 BUSCA

 
 

 

01/10/2001

TELEVISÃO

GUILHERME PIVA
A hora dos aplausos
O ator rompeu com a família para seguir carreira artística, abandonou a cocaína com a ajuda da análise e, aos 33 anos, saboreia sucesso em Porto dos Milagres e ganha elogios do pai

Vivianne Cohen

André Durão
“Não conversava sobre drogas com meus pais. Só ouvia que não podia comer bala oferecida pelos outros”, conta Guilherme que em sua primeira experiência fumou maconha sem saber

Há cerca de um mês, Guilherme Piva, 33 anos, surpreendeu-se com um telefonema do pai, o advogado Luiz Carlos Piva. No ar como o Alfeu em Porto dos Milagres, o ator ouviu elogios pela atuação na cena em que seu personagem descobre que a mulher, Socorrinho, interpretada por Mônica Carvalho, virou quenga. Ao contrário de sua mãe, a professora Beatriz Festugato, que conta a todos que Guilherme é seu filho, Luiz Carlos nunca havia assistido a um capítulo da novela. “Você está de parabéns. Vi a cena e me arrepiei inteiro. Hoje, acho que você nasceu para atuar”, disse-lhe o pai.

O reconhecimento veio depois de uma carreira de 14 anos coroada com o Mambembe de melhor ator, em 1995, com a peça Maria Minhoca, de Maria Clara Machado. De família tradicional, o pai de Guilherme sempre sonhou que o filho seguisse a advocacia. Ele bem que tentou. Cursou Direito por dois anos, mas abandonou a faculdade quando descobriu sua verdadeira vocação num curso de teatro. A família inteira rompeu com ele. Luiz Carlos ameaçou expulsá-lo de casa e cortar sua mesada.

Esse foi apenas mais um round das brigas que marcaram a adolescência do ator. Seus pais se separaram quando ele tinha 13 anos. Nessa época, ele e o irmão, o arquiteto André Piva, 37, decidiram morar sozinhos. Viam o pai nos finais de semana. “Minha vida mudou radicalmente. Deixei de ser careta”, lembra. Com a turma de amigos, descobriram as noitadas, o sexo, os porres e as drogas. A primeira vez que Guilherme experimentou maconha foi sem saber. Estava numa festa e lhe passaram um baseado. Só no dia seguinte, quando lhe perguntaram se havia gostado, soube que era maconha. “Não conversava sobre drogas com meus pais. Só ouvia que não podia comer bala oferecida pelos outros”, conta.

Nem o acidente de carro que o deixou em coma por um dia, em 1984, lhe impôs limites naquela época. Piva saía de sua festa de despedida em Caxias do Sul, onde nasceu, para prestar vestibular em Brasília. Alcoolizado, o amigo com quem pegou carona bateu num poste. Piva quebrou o maxilar, a mandíbula e perdeu quatro dentes. Refez a parte inferior do rosto numa cirurgia. “Ouvia os médicos falando que eu podia morrer. Hoje, não tenho mais medo.”

A fase mais negra, porém, ainda estava por vir. Um ano depois, quando foi estudar Direito no Rio, teve o primeiro contato com a cocaína. Usou a droga por um ano. Até que, depois de cheirar durante três dias seguidos, entrou em depressão. Durante um mês, tinha crises constantes de choro no meio da rua, perdeu sete quilos e pensou até em se matar. “Decidi nunca mais cheirar.” Quem o salvou foi justamente o pai. “Nessas horas a gente procura a família, né?” Luiz Carlos o aconselhou a fazer análise. Nas primeiras sessões, passava uma hora escondido nas escadas do prédio aos prantos. Deitava no divã quatro vezes por semana. Hoje, as sessões se reduziram a duas. “Sou outra pessoa”, afirma ele, que desde então mantém distância das drogas e cultiva um bom relacionamento com os pais.

Piva ostenta dez peças no currículo, entre elas O Crime do Dr. Alvarenga, de Mauro Rasi, e se prepara para estrear Carícias. O sucesso tem rendido situações inusitadas ao ator. Recentemente, viu seu carro cercado por um grupo de mulheres que gritavam para ele tirar a roupa. O ataque foi motivado pelo strip-tease que protagonizou na novela. Elas só sossegaram quando o ator desabotoou o primeiro botão da camisa. “Passaram a olhar para a minha bunda”, diverte-se ele, que é solteiro. “O Guilherme é supertímido”, entrega a atriz Júlia Lemmertz, que contracena com ele. “É um grande ator e amigo. Vou sentir saudades dele quando Porto terminar”, elogia.

Comente esta matéria
 

Envie o seu
depoimento
sobre a tragédia

Se você viveu ou conhece algum brasileiro que passou por uma história dramática no atentado ao World Trade Center envie seu depoimento


Novo Tarô
Biscoito da sorte
Realejo
Bola 8
Par perfeito
I-Ching
Runas
Vidente
Numerologia
Horóscopo
 
ENQUETE
Você acha que a lista de brasileiros desaparecidados no atentado ao WTC deveria ser divulgada?
:: VOTAR ::
 
FÓRUM
Gal Costa diz que ACM mereceu ser cassado e que não deu apoio político, mas moral, ao ex senador. O que você pensa disso?
 
CHAT
Nome (até 20 caracteres):
Escolha uma sala

| ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL |
EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL
© Copyright 1996/2001 Editora Três