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PING-PONG
GLÓRIA
PEREZ
Autora quer fazer novela “do bem”
Viviane Cohen
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Glória
Perez: causas sociais na tevê
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Autora
da próxima novela das oito da Globo, O Clone, que
estréia dia 1º de outubro, Glória Perez pretende
que sua história ajude a acabar com o preconceito contra
os muçulmanos, acusados do atentado ao World Trade Center,
em Nova York.
Você
está preocupada com a reação do público?
Não. O que mais nos interessa é dizer
não a esse preconceito. Terroristas existem em todas as religiões
e países e a novela não vai abordar o assunto politicamente
nem entrar no debate religioso. Muçulmano é gente
como a gente.
Por
que decidiu escrever sobre clonagem e cultura muçulmana?
Quando começo a escrever procuro abordar
temas que ninguém ainda escreveu, assuntos que sejam atuais.
A cultura muçulmana sempre despertou interesse no cinema
e fez parte das nossas fantasias, como o deserto, a dança
do ventre. E depois que a Dolly foi feita, estamos a um passo de
realizar clonagens de seres humanos.
Você
aborda temas sociais em suas novelas. Qual será o de O
Clone?
Vou falar sobre as drogas, mas de uma maneira diferente, interagindo
ficção e jornalismo. Os personagens procurarão
um grupo de ajuda formado por pessoas que vão estar na trama,
mas que não são atores, para contar como enfrentaram
o problema. O lema será: Eu pude sair, você também
pode. Quero induzir as pessoas a buscarem algum tratamento.
Você
é procurada por pessoas sugerindo que alguns assuntos sejam
discutidos na novela?
Sou. A última foi uma associação
de detetives. Eles acham que são injustiçados nas
novelas. Não deu tempo de colocar o assunto em O Clone.
Mas atenderei ao pedido do Ney Matogrosso, que pediu para que eu
falasse da hanseníase.
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