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01/10/2001
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por
Luciana Franca
Carlos,
o Chacal
| Reprodução/AP |
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| Carlos,
o Chacal, na década de 70, em uma das únicas imagens
antes de ser preso na França. “Tive um profundo sentimento de
alívio ao testemunhar os ataques pela televisão”, disse. No
detalhe, o terrorista em 28 de novembro de 2000, no tribunal
de Paris. |
Um
dos terroristas mais procurados do mundo agia por trás do
codinome Carlos. Batizado como Illich Ramírez Sánchez,
recebeu o apelido de Chacal depois que a polícia inglesa
apreendeu uma de suas maletas com armas e um exemplar do best-seller
de Frederic Forsyth, O Dia do Chacal. Aos 51 anos, cumpre
prisão perpétua na França por tríplice
assassinato. Dois grandes crimes ilustram a biografia. Em 27 de
junho de 1975, matou dois policiais e um cidadão libanês
na Rua Toullier, em Paris. Seis meses depois, seqüestrou em
Viena 11 ministros da Opep (Organização dos Países
Exportadores de Petróleo). Liberou as vítimas, que
estavam a bordo de um Boeing, mediante o pagamento de resgate de
US$ 20 milhões. A ação comandada por Chacal
teve como idealizador Wadi Haddad, então chefe de operações
externas da FPLP (Frente Popular para a Libertação
da Palestina). Mesmo preso, Chacal mantém-se informado sobre
os acontecimentos do lado de fora das grades. Em 27 de agosto deste
ano, por exemplo, soube do assassinato de Abu Ali Mustafa, líder
da FPLP. Imediatamente, enviou uma carta ao líder histórico
do movimento, George Habash, pedindo para que Israel e os Estados
Unidos fossem atacados em apoio ao palestino morto. Em entrevista
publicada no jornal francês Le Soir, na terça-feira
18, Carlos revelou ter aprovado, junto com outros terroristas, em
1991, os ataques aéreos aos alvos atingidos em Washington
e Nova York na terça-feira 11. Tive um profundo sentimento
de alívio ao testemunhar os ataques pela televisão,
disse. Chacal nega qualquer relação pessoal com Osama
Bin Laden. Admite, porém, partilhar dos mesmos ideais do
inimigo público número 1 da América. Bin
Laden não se deterá até a libertação
dos três lugares santos, diz Chacal. Ele refere-se à
Mesquita Al Aqsa, em Jerusalém Leste conquistado e
anexado por Israel em 1967 e às cidades de Meca e
Medina, na Arábia Saudita.
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