| |
|
01/10/2001
|
O
Brasil foi atingido
| Piti
Reali |
 |
| César
entrevista Ivan Barbosa: um filho na tragédia de Nova York |
Em
1998, o repórter César Guerrero tinha um irmão
morando em Londres, quando houve um grande atentado do IRA. Apenas
três dias depois da explosão, amplamente noticiada
no Brasil, ele telefonou para casa. A tensão de não
conseguir falar com ele em Londres causava uma agonia na família,
conta César. Na quinta-feira 13, ele reviveu a mesma agonia
ao entrevistar a família do brasileiro Ivan Kyrillos, que
estava no 105° da torre um do World Trade Center. Me coloquei
no lugar deles, diz César.
| Piti
Reali |
 |
| Ocimar
com Mariana Kalil: na entrevista, alfinetadas que desnudam nossa
moda |
O Brasil
foi atingido pelo atentado. Exatamente sete dias depois da queda
das torres gêmeas, três famílias brasileiras
permaneciam sem contato com filhos ou esposas que trabalhavam no
WTC e o Consulado do Brasil em Nova York concentrava esforços
na descoberta do paradeiro de outros dois cujas famílias
preferem não divulgar os nomes. Num trabalho correto, o governo
brasileiro evitou noticiar os desaparecidos porque, nos primeiros
dias da tragédia, isso poderia provocar uma dor inútil.
Afinal, o desespero de alguns familiares aliado às dificuldades
iniciais de comunicação produziram uma lista tão
extensa quanto irreal.
| Leandro
Pimentel |
 |
| Luís
Edmundo com Gal: à página 46, ela conta porque não come acarajé |
Desfeitos
os primeiros desencontros, contudo, restaram, infelizmente, dúvidas
que talvez só sejam elucidadas com a comprovação
de exames de DNA. Brasileiros estarão sob os escombros das
torres gêmeas e suas histórias devem vir à tona
por algo bastante em voga nos Estados Unidos pós-ataque,
mas um tanto quanto fora de moda no Brasil dos últimos tempos:
o sentimento patriótico.
Luciano
Suassuna
Diretor de Redação
|